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Aposentadoria

CUT e Força Sindical criticam proposta de reforma da Previdência

A Central Única dos Trabalhadores e a Força Sindical afirmam ainda que os principais beneficiados da reforça serão os bancos

Publicado em 20 de Fevereiro de 2019 às 19:27

Natalia Bourguignon

Publicado em 

20 fev 2019 às 19:27
Trabalhadores da Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras centrais sindicais marcham em Brasília Crédito: Agência Brasil | Marcello Casal Jr.
Para as entidades de classe, o projeto de reforma da Previdência apresentado nesta quarta-feira (20) na Câmara pelo presidente Jair Bolsonaro penaliza os trabalhadores, principalmente as mulheres e aqueles que atuam no meio rural. A Central Única dos Trabalhadores e a Força Sindical afirmam ainda que os principais beneficiados da reforça serão os bancos. O projeto de um modelo previdenciário de capitalização, gerido por entidades de previdência públicas e privadas será encaminhado posteriormente ao Congresso Nacional. 
"É um absurdo a população pagar o pato enquanto quem é favorecido são os bancários que farão previdências privadas", afirma Alexandro Martins Costa, presidente Força Sindical.  Ele critica ainda a regra que prevê que trabalhadores que ganhem acima de um salário mínimo tenham que trabalhar 40 anos para se aposentar com 100% do salário. "Muitos trabalhadores do comércio ganham um pouco a mais do que um salário e entrarão nessa regra. É muito triste. Se mal há empregos para jovens, imagina para os mais velhos?!", questiona. 
Para o presidente da CUT-ES, Jasseir Fernandes, a reforma ataca o problema do déficit da Previdência de forma equivocada.  "A reforma deveria focar em sonegação, deveria olhar para as isenções que são dadas. Da forma como está só vai privilegiar os bancos", diz . Para ele, os principais prejudicados como a reforma foram as mulheres que têm jornada tripla de trabalho e é o grupo que mais terá aumento na idade mínima para aposentadoria. "Se você perguntar ao conjunto da classe trabalhadora, quem apoiou ou não o governo, todo mundo é contra", afirma. 

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