A Zurich Airport Latin America, que arrematou os aeroportos de Vitória e Macaé (RJ), deverá investir R$ 302 milhões nos primeiros cinco anos de contrato para fazer as melhorias necessárias nos dois terminais aeroportuários.
Em Macaé, entre as obras previstas estão medidas para garantir o atendimento do nível de serviço em parâmetros baseados em recomendações da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês) e, em Vitória, a garantia de atendimento de processamento de 65% dos passageiros domésticos em pontes de embarque.
Na semana passada, em entrevista à Rádio CBN Vitória, o secretário Nacional de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura, Ronei Glanzmann, informou que os investimentos em Vitória também devem ser feitos para complementar as obras que a Infraero ainda está terminando, sem citar especificamente quais seriam tais obras.
A estimativa é de que em 2019, os dois aeroportos devem registrar a movimentação de 3,3 milhões de passageiros e a perspectiva é atingir 8,2 milhões/ano até o final de concessão, em 2049.
Em coletiva, após o leilão, a Zurich disse que o todo o financiamento ao aeroporto será feito com dinheiro brasileiro. A companhia disse que vai buscar recursos locais para os investimentos .
O LEILÃO
Os aeroportos do bloco Sudeste – Vitória e Macaé – foram arrematados por R$ 437 milhões. O valor é 830% superior ao que era exigido como lance mínimo – R$ 46,9 milhões. O leilão foi realizado na Bolsa de Valores de São Paulo na manhã desta sexta-feira (15).
O principal executivo da Zurich Latin America, Stefan Conrad, disse que a companhia irá buscar recursos locais para os investimentos no Aeroporto de Vitória. Questionado sobre financiamento para os investimentos que o grupo acabou de assumir, ao conquistar o Bloco Sudeste do leilão de aeroportos, o executivo disse que “todo financiamento ao Aeroporto de Vitória será com dinheiro do Brasil”, falou em coletiva de imprensa na B3 ao final do leilão.