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Liberação de recursos do FGTS anima comércio e indústria capixabas

O dinheiro poderá ser usado na liquidação de dívidas, diminuindo a inadimplência e aumentando poder de consumo dos trabalhadores

Publicado em 18 de Julho de 2019 às 11:01

Publicado em 

18 jul 2019 às 11:01
Os trabalhadores conseguirão usar o dinheiro para saldar dívidas e, com isso, voltar a ter poder de consumo. Crédito: Luísa Torre
A
animou o comércio e a indústria capixaba. Segundo os setores, os trabalhadores conseguirão usar o dinheiro para saldar dívidas e, com isso, voltar a ter poder de consumo.
Segundo o vice-presidente da Federação do Comércio de Bens e Serviços do Espírito Santo (Fecomércio), João Elvécio Faé, no primeiro momento, o dinheiro sacado terá um destino certo.
Usar na liquidação de dívidas é muito importante para o comércio, porque vai diminuir a inadimplência do setor que ainda é muito grande devido ao número de desempregados
João Elvécio Faé, vice-presidente da Fecomércio
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), nos primeiros três meses deste ano, 260 mil pessoas estavam sem emprego no Espírito Santo. Em junho, segundo a CDL Vitória, 714,4 mil pessoas estavam endividadas no Estado.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo, Léo de Castro, disponibilizar recurso para a população é sempre bom. Porém, ele adverte que uma série de outras medidas precisam ser tomadas pelo governo federal para que a economia reaja mais rapidamente.
“Já foi aprovado o Cadastro Positivo e o governo está apresentando seus investimentos para a sua carteira de infraestrutura, o que são sinais para o mercado”, conta o presidente.
Ainda de acordo com ele, apesar de precisas, essas são medidas pequenas. “Nós começamos o ano com uma expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na ordem de 3% e hoje ela já está em 0,8%. Isso só confirma a tese de que para desenvolver a economia é preciso acelerar as reformas”, aponta.
Além da aprovação das reformas da Previdência e tributária, ainda é preciso que o país conquiste mais mercado internacionalmente e que os empresários voltem a investir no país, o que só deve ocorrer após essas reformas, ele acredita. (Siumara Gonçalves)
 

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