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Guerra comercial

Lula pede retirada de tarifaço a Trump e combina reunião presencial

Lula sugeriu encontro na cúpula da Asean, no final de outubro, na Malásia; este é o 1° contato desde a conversa de menos de um minuto entre os dois na Assembleia-Geral da ONU
Agência FolhaPress

Publicado em 

06 out 2025 às 13:38

Publicado em 06 de Outubro de 2025 às 16:38

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a Donald Trump a retirada do tarifaço imposto pelo republicano ao Brasil, durante conversa telefônica na manhã desta segunda-feira (6). O petista também solicitou que Trump suspenda "medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras" — o republicano cassou vistos de auxiliares de Lula e autorizou sanções financeiras contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva Crédito: Evan Vucci/AP e Marcelo Camargo/Agência Brasil
De acordo com comunicado do Palácio do Planalto, Trump escalou seu secretário de Estado, Marco Rubio, para dar sequência às negociações com autoridades brasileiras sobre o tema. Ambos líderes concordaram ainda em realizar uma reunião presencial em breve, e Lula sugeriu a cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), no final de outubro na Malásia, como uma opção.
Ainda segundo o comunicado, Lula se colocou à disposição para viajar aos Estados Unidos e encontrar-se com Trump.
"O presidente Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad. Ambos os líderes acordaram encontrar-se pessoalmente em breve. O presidente Lula aventou a possibilidade de encontro na Cúpula da Asean, na Malásia; reiterou convite a Trump para participar da COP30, em Belém (PA); e também se dispôs a viajar aos Estados Unidos", afirmou o Palácio do Planalto.
A nota do governo descreve que a conversa telefônica durou 30 minutos e ocorreu "em tom amistoso". Lula e Trump "relembraram a boa química que tiveram em Nova York por ocasião da Assembleia Geral da ONU", diz o Planalto.
Ao defender o fim do tarifaço, Lula levantou argumentos já utilizados por autoridades brasileiras, entre eles o de que o Brasil é um dos três únicos integrantes do G20 que mantêm déficit com os EUA na balança de bens e serviços — os outros são Reino Unido e Austrália.
Lula e Trump conversaram por telefone na manhã desta segunda. Trata-se do primeiro contato desde a conversa de menos de um minuto entre os dois na Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York.
Na ocasião, Trump disse em seu discurso que houve excelente química com Lula. O petista, por sua vez, afirmou em coletiva de imprensa que o republicano havia recebido informações erradas sobre o Brasil e que havia sido uma surpresa boa a referência de Trump à química entre eles.
Sob Trump, o governo dos Estados Unidos impôs um tarifaço de 50% sobre uma série de produtos brasileiros, com exceções para setores-chave, como o de aviação — nesse caso, sujeito a uma sobretaxa de 10%.
Quando anunciou a imposição do tarifaço, Trump justificou a medida pelo o que considera uma caça às bruxas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu aliado.
As sanções contra o Brasil — que incluíram punições financeiras ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, e a cassação de vistos de autoridades — foram impulsionadas pela atuação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se mudou para os Estados Unidos.
Nas semanas anteriores à Assembleia-Geral da ONU, no entanto, o governo Lula recebeu sinais de Washington de que haveria disposição para uma conversa.
Um dos fatores que contribuíram para a mudança de avaliação nos EUA, segundo pessoas que acompanharam as discussões, foi o fato de que a pressão americana contra o Brasil não resultou na reabilitação política de Bolsonaro.
Pelo contrário, o ex-presidente teve confirmada sua condenação por tentativa de golpe de Estado.
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