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Jornada de trabalho

'Sobre votar escala 6x1 este ano: minha aposta é de que sim', diz Motta

Presidente da Câmara faz uma defesa da discussão sobre o assunto e crê em realizar a votação no primeiro semestre

Publicado em 09 de Fevereiro de 2026 às 20:11

Estadão Conteúdo

Publicado em 

09 fev 2026 às 20:11
BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que crê na possibilidade de realizar a votação ainda neste ano da proposta de redução da jornada de trabalho. As declarações ocorreram nesta segunda-feira (9), ao responder questionamentos da imprensa sobre a viabilidade de apreciar a matéria no plenário ainda neste ano.
"A minha aposta é que sim", disse Motta. "No Brasil, tudo fica sempre para depois do carnaval. Este ano, nós demonstramos esse comprometimento, justamente para dizer à população que a Câmara quer trabalhar neste semestre para aprovar o maior número de propostas possíveis, de interesse da população brasileira", declarou.
Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados
Hugo Motta deve reunir com representantes do governo para tratar sobre a proposta Crédito: Vinicius Loures/Agência Câmara
O parlamentar também fez uma defesa da discussão sobre o assunto. "Pessimistas, lá atrás, na época da escravidão, ficaram contra o fim da escravidão. Depois, ficaram contra a criação da carteira de trabalho. E o que nós vimos foi que, quando se teve coragem de enfrentar essas pautas, o Brasil ganhou. Ganhou em prosperidade", afirmou.
Motta disse ainda que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, solicitou uma reunião sobre o assunto ainda nesta semana com o presidente da Câmara, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
O presidente da Câmara disse que quer aguardar a eleição do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para, em seguida, decidir sobre quem será o relator da proposta.
Mais cedo, Motta apensou a PEC apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) a outra protocolada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A proposta do petista está mais avançada, porém, encontrava-se estagnada na CCJ.

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