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Terras raras: Haddad diz ver chance de acordo com EUA sobre produção

Plano em elaboração pelo governo para minerais estratégicos e críticos se arrasta mesmo com a crescente demanda estrangeira pelos materiais

Publicado em 04 de Agosto de 2025 às 18:08

Agência FolhaPress

Publicado em 

04 ago 2025 às 18:08
BRASÍLIA - O ministro Fernando Haddad (Fazenda) afirmou nesta segunda-feira (4) que vê a possibilidade de Brasil e Estados Unidos chegarem a um acordo relacionado à mineração, principais em negociações envolvendo terras raras e minerais críticos.
"Em se tratando da maior economia do mundo, o Brasil pode participar mais do comércio bilateral. E sobretudo de investimentos estratégicos. Temos minerais críticos e terras raras. Os EUA não são ricos nesses minerais. Nós podemos fazer acordos de cooperação para produzir baterias mais eficientes. Na área tecnológica, temos muito a aprender e ensinar", disse.
Segundo a Folha de S. Paulo, o plano em elaboração pelo governo para minerais estratégicos se arrasta mesmo com a crescente demanda estrangeira pelos materiais. Representantes da gestão de Donald Trump têm demonstrado insatisfação e apontado que o tema é mais um ingrediente de desconforto na relação com a gestão Lula (PT).
Conforme reportagem de A Gazeta, o Espírito Santo tem potencial para explorar a produção de terras raras. Pelo menos dois minerais, entre os mais procurados pelas indústrias mundiais, têm reservas em território capixaba.
Fernando Haddad, ministro da Fazenda
Fernando Haddad, ministro da Fazenda Crédito: Washington Costa/MF
O ritmo contrasta com a urgência adotada por outros países na obtenção e no processamento de minerais críticos, aqueles essenciais para equipamentos de alta tecnologia, como nióbio, grafite (grafeno), níquel e terras raras, e cuja falta pode causar graves impactos econômicos.
O governo Trump já sinalizou que o acesso a esses itens será um componente central de sua politica externa e tem demonstrado isso na relação com diferentes países, como Ucrânia, China e o próprio Brasil.
No mês passado, o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, afirmou que o governo americano tem interesse nos materiais críticos em solo brasileiro.

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