BRASÍLIA - O ministro Fernando Haddad (Fazenda) afirmou nesta segunda-feira (4) que vê a possibilidade de Brasil e Estados Unidos chegarem a um acordo relacionado à mineração, principais em negociações envolvendo terras raras e minerais críticos.
"Em se tratando da maior economia do mundo, o Brasil pode participar mais do comércio bilateral. E sobretudo de investimentos estratégicos. Temos minerais críticos e terras raras. Os EUA não são ricos nesses minerais. Nós podemos fazer acordos de cooperação para produzir baterias mais eficientes. Na área tecnológica, temos muito a aprender e ensinar", disse.
Segundo a Folha de S. Paulo, o plano em elaboração pelo governo para minerais estratégicos se arrasta mesmo com a crescente demanda estrangeira pelos materiais. Representantes da gestão de Donald Trump têm demonstrado insatisfação e apontado que o tema é mais um ingrediente de desconforto na relação com a gestão Lula (PT).
Conforme reportagem de A Gazeta, o Espírito Santo tem potencial para explorar a produção de terras raras. Pelo menos dois minerais, entre os mais procurados pelas indústrias mundiais, têm reservas em território capixaba.
O ritmo contrasta com a urgência adotada por outros países na obtenção e no processamento de minerais críticos, aqueles essenciais para equipamentos de alta tecnologia, como nióbio, grafite (grafeno), níquel e terras raras, e cuja falta pode causar graves impactos econômicos.
O governo Trump já sinalizou que o acesso a esses itens será um componente central de sua politica externa e tem demonstrado isso na relação com diferentes países, como Ucrânia, China e o próprio Brasil.
No mês passado, o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, afirmou que o governo americano tem interesse nos materiais críticos em solo brasileiro.