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Opinião da Gazeta

13 anos em obras: Escola Aristóbulo Barbosa Leão ensinou uma dura lição

Foi mais de uma geração de adolescentes que passou por ali com a expectativa de enfim se instalar em uma escola apropriada, o que não se concretizou

Publicado em 

18 dez 2025 às 01:01

Publicado em 18 de Dezembro de 2025 às 04:01

Aristóbulo Barbosa Leão deve ter aulas em fevereiro de 2026
Escola Aristóbulo Barbosa Leão deve ter aulas em fevereiro de 2026 Crédito: Secretaria da Educação (Sedu)
“Minha irmã estudou lá, ouvia as promessas, já se formou e não tem um novo prédio. Pelas novas promessas, quando a escola ficar pronta, eu não vou estudar mais lá. No fundo eu tenho esperança." Esse foi o relato de uma aluna da Escola de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Estadual Aristóbulo Barbosa Leão em 2019, quando a escola já funcionava há sete anos provisoriamente em um espaço onde funcionava uma faculdade particular em Jardim Limoeiro, na Serra.
Naquele momento, R$ 6 milhões já tinham sido gastos na ampliação do prédio antigo no bairro Parque Residencial Laranjeiras e a nova promessa era de que as obras seriam entregues em 2022. O tempo mostrou que esse seria só mais um prazo não cumprido, e nesta sexta-feira (19) a nova estrutura será finalmente entregue à população, 13 anos depois. 
Lá em 2019, os alunos reclamavam de calor e insegurança. Fica claro que a educação desses estudantes foi tratada como provisória durante esses longos anos de espera. Foi mais de uma geração de adolescentes que passou por ali com a expectativa de enfim se instalar em uma escola apropriada, o que não se concretizou. Lembrando que, quando as obras se iniciaram em 2012, o cronograma previa a entrega em 2014.
O primeiro impacto é o educacional, inevitavelmente. O que é lamentável em um país que, na teoria, coloca a educação como prioridade, mas não consegue ver isso se efetivar na prática.
E há também consequências para os cofres públicos, com desperdício de dinheiro que vem dos impostos pagos pelo contribuinte.  Após readequações do projeto, com a demolição do que já havia sido feito devido a danos estruturais, o valor da obra chegou a R$ 12 milhões. Agora, a estrutura, construída sob supervisão do Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES), será entregue após serem gastos mais de R$ 32 milhões.
É óbvio que imprevistos acontecem no caminho, mas o planejamento de obras fundamentais como uma escola precisa ser tratado como prioridade. Uma ampliação prevista para durar dois anos não pode chegar aos 13 como se fosse algo normal ou aceitável. Felizmente, nesta sexta-feira esse longo ciclo será encerrado, com as portas abertas para um ano letivo com os alunos devidamente instalados onde já deveriam estar faz tempo.
E que outros projetos para melhorar a infraestrutura educacional não sigam o mesmo caminho, porque para os estudantes e tempo demais e, para os contribuintes, é dinheiro demais.
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