Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Editorial
  • Casos de políticos condenados que mantêm mandatos são um ultraje
Opinião da Gazeta

Casos de políticos condenados que mantêm mandatos são um ultraje

Em Viana, vereador condenado em segunda instância recebeu permissão para frequentar a Câmara. Enquanto a idoneidade for vista como virtude rara na política, os escândalos permanecerão sendo empilhados à porta de órgãos públicos

Publicado em 14 de Maio de 2019 às 16:11

Públicado em 

14 mai 2019 às 16:11

Colunista

Vereador Patrick do Gás foi flagrado, em vídeo, recebendo dinheiro Crédito: Reprodução
Condenado a sete anos e seis meses de prisão em regime semiaberto, o vereador afastado de Viana Patrick Hernane Freitas Oliveira, o Patrick do Gás (PDT), em breve engrossará uma lista de políticos brasileiros que vivem uma dupla jornada: parlamentar durante o dia e presidiário à noite. A situação segue à risca preceitos legais, mas às vezes a letra fria da lei é difícil de ser explicada aos cidadãos.
Patrick do Gás (PDT), que cumpre pena desde abril por peculato, concussão e corrupção, obteve autorização da Justiça para participar das sessões da Câmara da cidade. Na decisão, o Tribunal de Justiça do Estado (TJES) entendeu que o afastamento do cargo antes de esgotadas todas as possibilidades de recursos seria “algo temerário”. Mas, para os eleitores, fica a dúvida se não seria também temerário que um político já condenado em segunda instância continue a exercer as funções normalmente, uma vez que as práticas pelas quais foi acusado são diretamente ligadas ao exercício do mandato.
O Ministério Público Estadual (MPES) aponta que Patrick do Gás exigia parte dos salários pagos a funcionários que não davam expediente, manobra conhecida como rachid. O vereador une-se a outros casos no Brasil, como os dos deputados federais Celso Jacob (MDB-RJ) e João Rodrigues e do senador Acir Gurgacz (PDT-RO), que, condenados, mantiveram seus cargos.
Uma saída para essa situação indecorosa seria a cassação do mandato, com base na Lei da Ficha Limpa. Mas, no caso do Senado, nenhum parlamentar ou partido entrou com pedido. Quanto a Jacob e Rodrigues, os processos até chegaram a ser instaurados no Conselho de Ética da Câmara, mas foram arquivados por “improcedência da denúncia”.
Em um momento em que os brasileiros bradam tanto pelo combate à corrupção, a permissão para que políticos condenados continuem a exercer seus mandatos é um ultraje. Especialmente porque parlamentares lidam com dinheiro público, com a criação de leis que influenciam a vida de milhões de brasileiros. Enquanto a idoneidade for vista como virtude rara nesse ambiente, os escândalos permanecerão sendo empilhados à porta de órgãos públicos.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Canadá e Bósnia conquistam seus primeiros pontos na Copa do Mundo
Canadá e Bósnia ficam no empate na estreia das equipes na Copa do Mundo 2026
Imagem de destaque
Copa do Mundo 2026: o que você precisa saber sobre Marrocos, primeiro adversário do Brasil
Terceira Ponte e a antiga Praça do Pedágio
Terceira Ponte terá interdição parcial para corrida neste domingo

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados