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Opinião da Gazeta

Compromisso para a Grande Vitória não continuar parada no trânsito

Ampliação da Terceira Ponte, Portal do Príncipe, Aquaviário...  desde o ano passado foram anunciados importantes projetos para a mobilidade urbana que precisam sair do papel

Publicado em 26 de Janeiro de 2021 às 02:00

Públicado em 

26 jan 2021 às 02:00

Colunista

Projeção
Projeção da embarcação do aquaviário na Baía de Vitória Crédito: Divulgação/ Governo do Estado
Grande Vitória passa por um boom de obras e projetos em vias de implantação importantes para a mobilidade urbana, anunciados desde o ano passado. Há a expectativa de solução de gargalos crônicos, como o Portal do Príncipe e a Terceira Ponte, mas também de modernização e criação de novas rotas, como a rodovia que vai conectar a Leste-Oeste, com a construção de um viaduto, à BR 101.
Espera-se de antemão que esses empreendimentos saiam do papel ou sejam concluídos sem atrasos, deixando para trás um histórico de projetos abandonados ou de demoras exageradas. A Leste-Oeste é um dos exemplos de obra que se arrastou por mais de uma década, sem que houvesse qualquer tipo de complexidade que justificasse tanta leniência.
Portal do Príncipe promete melhorar  a chegada a Vitória em sua face Sul, com novas vias para facilitar o acesso aos condutores que entram na Capital oriundos de Vila Velha e Cariacica, pela Segunda Ponte, e da região de São Torquato, em Vila Velha, pelas Cinco Pontes, além de remodelar a região. 
Enquanto isso, a ampliação da Terceira Ponte, outra promessa recorrente, pretende melhorar o tráfego naquela que é a principal e mais emblemática ligação da Capital com o continente, com a construção de mais uma faixa em cada sentido. A construção de uma ciclovia, embora controversa no que refere à acessibilidade, devido à altura da ponte, também está incluída no projeto. Na época do anúncio, em setembro passado, a projeção de entrega da obra era de três anos e dois meses. Tudo no valor de R$ 127 milhões.
Já na principal via de entrada e saída de Vitória na face Norte, na extensão continental da Capital, a melhoria se dará na antiga Reta do Aeroporto, que também ganhará uma faixa em cada sentido com a estadualização da via. A melhoria está incluída no projeto do novo Trevo de Carapina, na Serra, com investimento previsto de R$ 76 milhões.
Na Leste-Oeste, a construção de um viaduto integra as obras da  BR 447, que vai conectar a rodovia ao entrocamento da BR 101 com a BR 262, em Cariacica, contribuindo para melhorar a logística de carga e descarga no Porto de Vitória. O tráfego de caminhões no Centro de Cariacica será reduzido, desafogando o trânsito na região. 
São projetos já encaminhados que têm relevância incontestável para a Região Metropolitana, tanto na finalidade quanto como meio. Além de movimentarem a economia e gerarem empregos neste momento mundialmente complicado durante a sua execução, ao serem entregues eles terão alto potencial de melhorar a vida das milhões de pessoas que vivem e passam pela Grande Vitória diariamente. São melhorias viárias que reduzirão o tempo no trânsito e proporcionarão mais qualidade na rotina das cidades.
O transporte público também passa por remodelações importantes, com o encaminhamento da integração dos ônibus de Vitória ao Sistema Transcol. É algo esperado desde os anos 80, quando o sistema foi implantado na Grande Vitória, e tem tudo para funcionar, se não houver precarização no serviço ao usuário. A Grande Vitória comemora também a reinauguração do Terminal de Itaparica, em Vila Velha, mas é preciso acima de tudo aprender com os erros cometidos nesse projeto, para que não se repitam. O novo terminal acaba sendo, lamentavelmente, o símbolo dessas falhas. 
publicação do edital para a construção dos terminais do aquaviário reacendeu a esperança da retomada desse modal, abandonado na virada do milênio, que desde então permanece como um emblema do que deveria ser feito para a mobilidade urbana na Grande Vitória.  Já se sabe que a passagem será mais cara do que a do Transcol, ao qual será integrado, mas ainda restam dúvidas de como o sistema será sustentado, quanto irá custar para o cidadão não como valor de passagem, mas de subsídio. 
É um grande pacote de melhorias de mobilidade que aponta para o futuro, mas não pode se desconectar do presente. O compromisso com a execução das obras é para já, não para amanhã. A Grande Vitória não pode continuar parada no tempo com seus projetos. Nem no trânsito. 

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