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Opinião da Gazeta

O ES não cresce de verdade se as pessoas não crescem com ele

Qualificação profissional é o que abre portas, consolida carreiras, e esse estilo de vida dedicado ao aperfeiçoamento profissional precisa ser estimulado entre os mais jovens

Publicado em 

09 set 2025 às 01:00

Publicado em 09 de Setembro de 2025 às 04:00

Crianças; estudantes; alunos; informática; tecnologia; educação
Estudantes envolvidos desde cedo com a tecnologia Crédito: Prostooleh/Freepik
A entrega de uma carta por membros do setor  empresarial capixaba ao governador Renato Casagrande na última semana reforçou uma dualidade que tem marcado a economia capixaba: enquanto são anunciados projetos de infraestrutura e investimentos para incrementar a competitividade do Espírito Santo nos próximos anos, há ao mesmo tempo uma carência de mão de obra qualificada para ingressar nesses empreendimentos. 
"Apesar do cenário de pleno emprego, com a menor taxa de desemprego dos últimos 40 anos, o Estado enfrenta uma escassez crítica de profissionais qualificados. Apenas 15,3% da população têm ensino superior completo, um grande desafio para o Plano ES 500 Anos – planejamento estratégico para os próximos 10 anos no Estado, que prevê um aumento para 20%", diz a carta.
Mas não é de hoje que existe essa reclamação no meio empresarial. Em 2021, a dificuldade para contratar no Espírito Santo atingia 53% das empresas, de acordo com informações do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Espírito Santo (Ideies). E o problema naquele momento de saída da pandemia era o mesmo de hoje, a falta de qualificação.
É desafio que têm como base as carências educacionais, de um ensino que não consegue acompanhar as demandas que se apresentam no mundo do trabalho atual, em constante transformação.
É bem verdade que são defasagens que estão sendo combatidas com a ampliação, ano a ano, do ensino integral nos níveis estadual e municipal. Aumentar a jornada integral é uma meta prevista no Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece a oferta de “educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% dos(as) alunos(as) da educação básica”.
Os números mais recentes da economia capixaba apontam um crescimento de 2,3% de abril a junho deste ano. A contribuição de um mercado de trabalho mais preparado vai ter um impacto direto na competitividade do Espírito Santo e, consequentemente, na robustez do PIB capixaba. As empresas acabam trazendo mão de obra de fora, enquanto o potencial interno é desperdiçado.
A educação faz falta, como se vê. Qualificação profissional é o que abre portas, consolida carreiras, e esse estilo de vida dedicado ao aperfeiçoamento profissional precisa ser estimulado entre os mais jovens. O ensino superior é importante, mas é possível por exemplo evoluir também em carreiras técnicas, engrossando os currículos recebidos pelos contratantes. O Espírito Santo não cresce de verdade se as pessoas não crescem com ele.
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