Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • editorial
  • Policial que se envolve com o tráfico merece punição exemplar
Opinião da Gazeta

Policial que se envolve com o tráfico merece punição exemplar

Com maior ou menor nível de organização, esses maus elementos desonram as instituições que abriram suas portas para eles

Publicado em 

10 nov 2025 às 01:01

Publicado em 10 de Novembro de 2025 às 04:01

Material apreendido pela Polícia Federal durante a Operação Turquia, nesta sexta-feira (7)
Material apreendido pela Polícia Federal durante a Operação Turquia, nesta sexta-feira (7) Crédito: Divulgação | Polícia Federal
Em meio ao debate nacional em torno de soluções consistentes de enfrentameto do crime organizado, as informações de que três policiais civis do Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc) do Espírito Santo estão sendo investigados por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas mostra a complexidade do problema, com a contaminação de instituições que devem estar sempre acima de qualquer suspeita.
Mas policiais que se envolvem com o crime não representam a corporação, são frutos podres que precisam ser afastados ainda quando pairam as suspeitas. Isso porque não pode haver dúvidas ou desconfianças sobre a conduta e o comportamento de quem escolhe caminhar ao lado da lei. Os maus policiais, ao passarem para o lado dos criminosos, colocam todos em risco: a população e os próprios colegas.
Na Operação Turquia, realizada pela Polícia Federal e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado (MPES) na sexta-feira (7), um deles foi preso e os outros dois foram afastados. A suspeita é de desvio de drogas apreendidas para traficantes da Ilha da Príncipe, em Vitória.
Em setembro, um outro caso, desta vez com policiais militares, teve destaque, quando o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MPES) contra 15 policiais militares e determinou a prisão preventiva de todos eles. A suspeita é de participação em  um esquema estruturado de corrupção, com recebimento de propinas de facções criminosas, desvio e revenda de drogas apreendidas, lavagem de dinheiro e prática de agiotagem.
Já na semana passada, um soldado do Exército foi preso com drogas durante operação com foco nas lideranças de facções envolvidas nos ataques que provocaram a morte de uma adolescente e uma manicure em agosto passado em Vila Velha. O soldado não era alvo de mandado, mas foi detido ao tentar fugir pelo telhado.
Com maior ou menor nível de organização, esses maus elementos desonram as instituições que abriram suas portas para eles. O papel das corregedorias é crucial para impedir a permanência de quem se corrompe e passa para o lado do crime. Sempre deve haver direito a ampla defesa, como determina a Constituição, mas caso condenados pela Justiça precisam de punição exemplar, para evitar que outros aventureiros que distorcem o papel da polícia nem pensem em ingressar na corporação.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Solange Couto e Alberto Cowboy deixam rivalidade de lado para criticar Ana Paula
Imagem de destaque
Babu e Milena tomam chamada da produção após tramarem contra rivais
Imagem de destaque
Como Vitória reduziu em mais de 50% os crimes violentos?

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados