Sair
Assine
Entrar

  • Início
  • Editorial
  • Produção de petróleo no ES entre as boas e as más notícias
Opinião da Gazeta

Produção de petróleo no ES entre as boas e as más notícias

Espírito Santo voltou a ser o segundo maior produtor em 2025, mas o Maria Quitéria, o mais recente navio-plataforma da Petrobras em operação no Estado, está com a produção paralisada desde dezembro

Publicado em 03 de Fevereiro de 2026 às 01:00

Públicado em 

03 fev 2026 às 01:00

Colunista

Plataforma P-58, da Petrobras, no campo de Jubarte, no litoral sul do Espírito Santo
Plataforma P-58, da Petrobras, no campo de Jubarte, no litoral sul do Espírito Santo Crédito: Petrobras/Divulgação
A boa notícia veio: com os dados de 2025 consolidados pela Agência Nacional de Petróleo e Gás Natural (ANP), confirmou-se que o ano de 2025 recolocou o Espírito Santo, após seis anos, como o segundo maior produtor de petróleo do Brasil. São Paulo, que até então ocupava o posto, ficou na terceira posição, com o Rio de Janeiro se mantendo na liderança.
Mas a mudança de colocação não se refletiu necessariamente na participação, como mostrou o colunista Abdo Filho. A produção no Espírito Santo respondeu por 5,12% da nacional, com São Paulo responsável por 4,89%. Enquanto isso, o Rio de Janeiro chegou aos robustos 87,8%.
Quando esses percentuais são confrontados com os de 2021, fica evidente o crescimento do Rio, que detinha 80,6% naquele ano, enquanto São Paulo e Espírito Santo respondiam por 9,36% e 7,25%, respectivamente. Ou seja, a notícia boa tem suas ressalvas.
O que é uma má notícia é a paralisação da produção do navio-plataforma Maria Quitéria desde dezembro, o que pode se prolongar até o fim de fevereiro. A operação no Litoral Sul do Estado começou em outubro de 2024 e atingiu metade do potencial de produção em julho do ano passado. A expectativa era de que atingisse o auge neste ano de 2026, com 100 mil barris de óleo por dia. A paralisação, em função de um problema no transporte interno de gás, vai ter impacto relevante na produção deste ano.
Como a produção capixaba, apesar da segunda colocação, ficou colada na paulista em 2025, será um desafio para o Estado se manter na posição. Em novembro, ainda sem o impacto da paralisação, a Petrobras previa para 2026 um incremento de 60 mil barris/dia no Campo de Jubarte, o mais produtivo da história do petróleo capixaba.
2026 coloca o setor de petróleo capixaba mais uma vez em perspectiva. No ano passado, a Petrobras em seu plano de negócios apostou na retomada do auge da produção de petróleo no Espírito Santo. Ou seja, há investimentos planejados, o que pode ser uma esteira para que as boas notícias superem as más.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Devedor contumaz: nova lei promete transformar a relação entre Fisco e contribuintes
Será que as eleições vão impulsionar um novo pacto de poder?
Antiga agência do Bradesco na cidade de Alegre onde serão realizados os velórios nas próximas três semanas
Velórios em cidade do ES serão realizados em antiga agência bancária

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados