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Opinião da Gazeta

Reconhecimento facial está revolucionando a segurança pública

Está cada vez mais difícil para quem comete crimes permanecer no anonimato no meio da multidão, as câmeras estão de olho o tempo todo em quem tem pendências com a Justiça

Publicado em 16 de Julho de 2025 às 01:00

Públicado em 

16 jul 2025 às 01:00

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Thiago de Souza Amanço, Gildevaldo Silva e Geraldo Barbosa de Oliveira foram identificados por reconhecimento facial
Thiago de Souza Amanço, Gildevaldo Silva e Geraldo Barbosa de Oliveira foram identificados por reconhecimento facial Crédito: Divulgação Sesp-ES
Mas as circunstâncias mostram que é, mais uma vez, merecido dedicar o editorial ao projeto.  Naquela ocasião, tinham sido registradas 150 capturas desde a criação do sistema, em novembro do ano passado, incluindo também nesse número pessoas desaparecidas, também foco do programa. No último dia 11, menos de um mês depois, a conta subiu consideravelmente, com 225 capturas. 
Dos presos identificados pelo sistema nesse levantamento mais recente, 21% tinham mandados por tráfico de drogas, 16% por roubo e 10,6% por homicídio. 
Outro feito da estratégia foram as prisões de três homens – de 57, 53 e 35 anos – que tinham mandados de prisão em aberto por homicídio em um intervalo de 45 minutos. Eles foram capturados na última quinta-feira (10), entre 8h20 e 9h05.
Essas prisões mostram que fugir da Justiça está mesmo se tornando uma tarefa complicada, pelo menos para quem sai às ruas. Em outras cidades brasileiras, nem mesmo estar na multidão de uma torcida de futebol continua sendo seguro para quem tem mandado de prisão aberto: o Jornal Nacional, na segunda-feira (14), trouxe reportagem mostrando como o sistema de reconhecimento facial nos estádios, obrigatório naqueles com capacidade superior a 20 mil torcedores, tem impacto na segurança pública.
O sistema, sabe-se, não é infalível. Além da inteligência artificial que consegue identificar os suspeitos, é necessária uma boa dose de inteligência humana para confirmar se a pessoa procurada é de fato aquela encontrada levando sua vida nos espaços públicos monitorados. Em outros lugares em que a tecnologia é utilizada, há casos de falhas causadas por vieses raciais, um problema grave. No Espírito Santo, contudo, a Sesp informou que não há registro de erro nas abordagens já realizadas.
A tecnologia está trazendo resultados consistentes para a segurança pública, e esse número expressivo de prisões comprova essa afirmação. Está cada vez mais difícil para quem comete crimes permanecer no anonimato no meio da multidão, as câmeras estão de olho o tempo todo em quem tem pendências com a Justiça. 

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