Já está posta a inconsequência da política tarifária de Donald Trump, e o Brasil não é a única vítima. É o mundo inteiro que se movimenta diante da instabilidade e da insegurança jurídica impostas por decisões que transformam a dinâmica econômica dos países que mantêm relações com um dos maiores mercados consumidores do planeta.
O Espírito Santo, que tem nos Estados Unidos o maior parceiro comercial, sente mais uma vez os impactos.
Um levantamento com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) colocou Serra e Cachoeiro de Itapemirim entre os dez municípios mais afetados pelo novo tarifaço, que pode chegar a 37,5%.
Desta vez, o causador da crise é a gestão Donald Trump, mas amanhã pode ser por outro motivo qualquer. Os mares da economia nunca são previsíveis. E é assim que se estabelece o gancho para a diversificação, não somente de produtos como de parceiros comerciais. Novas portas precisam ser abertas para amenizar as crises que certamente virão.
Diversificação é estratégia. O Espírito Santo deve estar preparado para adversidades e oportunidades, com alinhamento de expectativas e união de esforços do poder público e do setor produtivo. A competitividade capixaba não pode ser frontalmente abalada por decisões arbitrárias, e com uma agenda estratégica que amplie a pauta exportadora é possível minimizar os riscos.
Os sucessivos tarifaços de Trump estão tendo um efeito deletério à economia capixaba, sobretudo ao setor de rochas, já sendo prejudicado pela concorrência internacional. Mas devem ser um divisor de águas para a diversificação. Esse é um sentimento que, felizmente, já é compartilhado por quem faz a economia girar no Estado. O importante é não perdê-lo de vista.
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