“Nós não temos uma rua, uma avenida, um bairro no Espírito Santo com domínio e controle dessas facções criminosas.” A declaração é do governador do Espírito Santo e candidato à reeleição Ricardo Ferraço, durante sabatina de A Gazeta e CBN Vitória. A área de Segurança Pública foi um dos temas que dominou a conversa na manhã desta segunda-feira (31).
Ricardo apontou que o Espírito Santo vai “se manter distante de outros Estados”, ao se referir principalmente às realidades dos vizinhos Rio de Janeiro e Bahia, no que se refere ao terror e controle impostos por organizações criminosas. Para combater esse cenário, o candidato defendeu a criação de uma subsecretaria, tecnologia e inteligência.
“Aqui no Espírito Santo não tem domínio e controle territorial [de facções criminosas]. Elas existem, elas têm seu foco no tráfico de drogas, no tráfico de armas, mas nós (Estado) controlamos”, disse o governador Ricardo Ferraço, ao ser questionado sobre o tema pela colunista de A Gazeta Vilmara Fernandes.
O candidato disse, ainda, que “todos os líderes dessas facções criminosas estão presos, em presídios do governo do Estado ou do governo federal, ou estão foragidos”, para sustentar o argumento de que, no Espírito Santo, eles não ficam livres das forças de segurança.
Ricardo reforçou que é necessário que o Estado consiga manter o domínio territorial. “Para isso criaremos uma subsecretaria para coordenar todo esse processo de integração, que envolve as nossas forças de segurança e que envolve também a manutenção, a profundidade e o acompanhamento de investimentos em alta tecnologia e inteligência”, afirmou.
Segundo ele, a subsecretaria especializada, aliada aos investimentos em tecnologia e inteligência, vai ajudar a “manter o Estado presente, assegurando que, no Espírito Santo, facção criminosa não domina e não controla nenhum território, e assim continuará sendo.”
Sobre os braços financeiros das facções, o candidato avalia que o enfrentamento deva ser feito com inteligência e tecnologia. “Através da tecnologia, da inteligência, você descapitaliza a facção criminosa, interrompendo esses elos de financiamento. E isso nós estamos fazendo com investimento em tecnologia de última geração, em inteligência artificial, para que, integrando as ações das forças de segurança, nós possamos não apenas interromper esse financiamento, mas agir firmemente para poder subtrair todos esses ativos econômicos”, disse.
Ricardo Ferraço afirmou, ainda, que de cada quatro presos no sistema prisional capixaba, três não teriam vinculação com facções criminosas. “Aqui o Estado controla todos os territórios”, enfatizou. “No Espírito Santo, nós não passamos a mão na cabeça de bandido. Aqui, o que vai continuar prevalecendo é a ordem, a lei e o Estado”.
Ricardo foi o primeiro candidato a participar das sabatinas de A Gazeta e CBN Vitória, conforme as regras e a ordem definidas com os nomes que concorrem ao Palácio Anchieta e registradas no Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-ES). Na terça-feira (1º), será a vez de Lorenzo Pazolini (Republicanos) e, na quarta-feira (2), de Helder Salomão (PT).
O bate-papo, que acontece sempre às 10h e com duração de uma hora, é conduzido pelo time de colunistas de A Gazeta — Abdo Filho, Leonel Ximenes, Letícia Gonçalves, Vilmara Fernandes e Vitor Vogas — e a âncora da CBN Vitória, Fernanda Queiroz.
Pelas regras, as entrevistas são feitas com os concorrentes que obtiveram pelo menos 5% de intenção de voto na pesquisa Quaest, divulgada na última quinta-feira (27). Os nomes que ficaram abaixo desse percentual partciparão de uma entrevista gravada, de 5 minutos.