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Guia do folião

Carnaval 2019: Água é protagonista do desfile da Imperatriz do Forte

De volta ao Grupo Especial, Imperatriz fará reflexão sobre a força desse recurso natural

Publicado em 22 de Fevereiro de 2019 às 17:11

Jose Ricardo Medeiros

Publicado em 

22 fev 2019 às 17:11
Crédito: Vitor Jubini
“Navegando nas correntezas da história, a Imperatriz vem vestida de azul”. Com esse enredo, a Imperatriz do Forte volta ao Grupo Especial e promete convidar até mesmo os foliões mais animados a uma reflexão sobre a força da água. A agremiação é a primeira a desfilar neste sábado (23), no Grupo Especial do Carnaval de Vitória.
Fundada no Forte São João, a agremiação desfila amanhã com 22 alas, três carros alegóricos, um tripé e 1.400 componentes. “A água é a fonte da vida do planeta. Se a gente não aprender a preservar, vai ficar sem ela”, diz o carnavalesco Alex Santiago.
Ansiosa, a rainha de bateria verde e rosa, Lays Casarini, não esconde a expectativa. “A gente foi campeão do grupo de acesso e agora nós vamos ser campeões do grupo especial”, declara. (Com informações de Danielle Cariello). 
Ficha técnica
Cores: verde e rosa
Comunidade: Forte São João, Vitória
Fundação: 1972
Títulos: não possui no Grupo Especial
Presidente: Gilson Barcellos (Xará)
Componentes: 1,4 mil
Alas: 22
Alegorias: 3
Rainha de bateria: Lays Casarini
CANTE
"Navegando nas correntezas da história, a Imperatriz vem vestida de azul"
Compositores: Caio Alves, Danilo Garcia, Gigi da Estiva, Gustavinho Oliveira, Rafael Tinguinha
Imperatriz lava minha alma
Mareja meu olhar
Em verde e rosa, o Forte é minha raiz
O morro desce pra cantar feliz
Vem mergulhar nesse mar azul
Fonte de inspiração
Origem do amor e da vida
Universo da criação
Nascente das antigas civilizações
Recanto do fascínio e das religiões
E navega na fé, na fé eu vou navegar
Aventureiro no balanço desse mar
A luz que vem do Xingu
A voz do povo Tupi
Contos e lendas fascinantes de ouvir
Olokun, proteje o povo Iorubá
Iemanjá sereia, Odoyá
Negro atravessou a imensidão azul
Na força de Oxalá, com fé em mãe Oxum
Reluz a pureza do ouro
No leito de um ribeirão
O homem com sede de riqueza, esquece a natureza
E se o mar virar sertão?
Mas a esperança vai se renovar
Em gotas de chuva, que caem nos rios, desaguam no mar
Não é a história de pescador
A voz de avós vai se ouvir
É profecia que vai se cumprir

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