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Literatura

Francisco Grijó é o novo imortal da Academia Espírito-santense de Letras

Escritor foi eleito em reunião ordinária realizada na noite desta terça-feira (19)

Publicado em 20 de Outubro de 2021 às 14:02

Redação de A Gazeta

Publicado em 

20 out 2021 às 14:02
O professor e escritor Francisco Grijó
O professor e escritor Francisco Grijó assumiu a cadeira 04 da AEL Crédito: Editora Candida/Divulgação
Francisco Grijó é o novo imortal da Academia Espírito-santense de Letras (AEL). O professor de literatura e escritor vai ocupar a Cadeira 04 da Academia, que pertencia ao saudoso Dr. Aylton Rocha Bermudes, falecido em 10 de março de 2021, aos 99 anos.
A eleição ocorreu em reunião ordinária realizada na noite desta terça-feira (19), na sede da AEL, também conhecida como Casa Kosciuszko Barbosa Leão, em homenagem ao patrono que fez a doação de sua residência à entidade. Francisco foi eleito em segundo turno por maioria dos votos dos acadêmicos presentes nesta que foi a primeira reunião presencial da AEL desde março de 2020, quando se iniciaram os protocolos de prevenção à Covid-19.
Seis escritores concorreram à vaga dentro dos critérios estabelecidos em Edital pela Academia Espírito-santense de Letras. De acordo com o Estatuto da AEL, a posse do novo imortal ocorrerá no prazo de 180 dias.
Francisco Grijó nasceu em Vitória em 1962. Estreou como escritor em 1987, com a publicação do livro de contos "Diga adeus a Lorna Love", numa coedição entre a Fundação Ceciliano Abel de Almeida e a editora Anima (RJ). Publicou, dois anos depois, outro volume de histórias: "Um outro país para Alice", pela editora FCAA, texto que considera mais amadurecido e de temática única: a mulher.
Em 1995 surgiu o primeiro romance, "Com Viviane ao lado", publicado originalmente pela Babel Editora e reeditado pela Cultural-ES. Em 2001, aventurando-se mais uma vez na seara das histórias curtas, publicou o livro de contos "Licantropo", pela Editora Florecultura.
Outros livros do autor são o romance "Histórias curtas para Mariana M", de 2009, e o volume de contos "Todas elas, agora", de 2013. Em 2017, aventurando-se pela biografia, publicou "Os Mamíferos: crônica biográfica de uma banda insular". Em 2019 publicou o romance policial "Fama volat", pela editora Cândida.
Sua obra mais recente é "Doxa", seleção de crônicas publicadas em A Gazeta entre 2011 e 2015.
Participou das antologias "Traços do ofício - textos de oficina literária" (contos, poemas, 1983), "Escritos de Vitória - Parque Moscoso" (contos, 1994); "Mulheres - Diversa caligrafia" (contos, 1996); "A parte que nos toca - Literatura brasileira feita no ES" (narrativas, poemas, 2000); "Na livraria - Diversa caligrafia" (narrativas, 2015); "Sem a loucura não dá - A poesia de Sérgio Sampaio em prosa" (contos, 2017) e "Por que você escreve?" (narrativas, 2018). Entre 2016 e 2020 exerceu o cargo de secretário de Cultura do município de Vitória.

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