Contemplar águas de tom azul-turquesa ao verde-azulado já é uma realidade em Jaguaré, no Norte do Espírito Santo. Um recanto em meio à natureza com uma Lagoa Azul digna de cartão-postal tem chamado a atenção como opção de turismo e descanso na região.
O visual pode até parecer miragem, mas por trás das águas cristalinas existe uma proprietária que já se prepara para receber visitantes. A expectativa é que o agendamento de visitas seja aberto a partir da segunda quinzena de setembro.
Localizado a cerca de 3 km do Centro da cidade, o Recanto Lagoa Azul é um dos empreendimentos da Rota do Café Conilon de Jaguaré, a primeira rota municipal com essa temática no Espírito Santo.
O pedacinho de paraíso é gerido por Deuciane Laquini de Ataide, advogada de formação e administradora do espaço. Segundo ela, a ideia de transformar a área em ponto turístico surgiu a partir da participação em feiras de agroturismo e empreendedorismo, unida à vontade pessoal de mostrar as belezas escondidas do Estado.
O local ganhou projeção após o influenciador Diego Araújo, ex-apresentador do Em Movimento, da TV Gazeta, publicar um vídeo mostrando a Lagoa Azul, que possui uma história inusitada.
A lagoa foi construída há cerca de 20 anos, inicialmente com o objetivo de armazenar água para a irrigação do cafezal. Deuciane contou que, recentemente, obteve licença para a construção de novas barragens após a descoberta de outras duas lagoas de águas azuladas, que também ficam na propriedade.
Antes da abertura ao público, o espaço era utilizado apenas para festas de fim de ano, confraternizações familiares e descanso nos fins de semana.
O local passou por reformas e atraiu olhares após a publicação do vídeo sobre o espaço. O post já conta com mais de 305 mil visualizações e 19 mil curtidas.
A coloração da água é totalmente natural. Segundo Deuciane, a família não realizou nenhum procedimento químico. “A gente sabe que existe aquela argila branca no solo, então acredito que a cor venha daí. Mas cientificamente ainda não temos confirmação. A gente não aplica nada na água, ela tem essa cor naturalmente”, explicou a empresária.
A visibilidade do vídeo coincidiu com a nova política do município voltada ao incentivo do turismo e do desenvolvimento rural, o que impulsionou a criação das rotas locais.
O espaço conta com três chalés equipados com quarto de casal, cozinha e banheiro. A estrutura conta com fogão, frigobar, micro-ondas, ar-condicionado, Smart TV e acesso à internet.
Além da hospedagem, o sítio adota práticas voltadas ao desenvolvimento sustentável. A propriedade preserva um trecho de Mata Atlântica e utiliza energia renovável, bioinsumos nas atividades agrícolas, biodigestores e reflorestamento com espécies nativas.
Para Deuciane, a proposta vai além da paisagem: o agroturismo aproxima o visitante da rotina e da produção do campo.
O principal para quem está no meio rural é fazer com que as pessoas entendam a essência do lugar e vivenciem essa rotina
Deuciane Laquini de Ataide Proprietária do Recanto Lagoa Azul
O recanto integra a Rota do Café Conilon, um itinerário que busca aproximar o visitante da cafeicultura local, acompanhando desde o cultivo e a colheita até a torra e a degustação.
Incentivada pela Prefeitura de Jaguaré, a proposta permite conhecer diferentes propriedades rurais e vivenciar o cotidiano do campo. O Recanto Lagoa Azul faz parte do roteiro "Do Grão à Xícara", que tem 6 horas de duração e passa pelo Café Calvi, Recanto Lagoa Azul e Rancho Santa Rita. O passeio inclui transporte, guia, café da manhã, experiências turísticas e almoço caipira, com valor aproximado de R$ 280 por pessoa.
Outra opção da região é o roteiro "Notas da Terra", com 4 horas de duração. A opção inclui café colonial, visita ao Zoo Parque, experiência sensorial na produção de cachaça artesanal e contemplação da Barragem Água Limpa, com apresentação do grupo Folia de Reis. O valor aproximado é de R$ 195 por pessoa.
As reservas dos passeios incluem transporte saindo do Centro de Jaguaré e podem ser feitas pelo Instagram @vaivoando.jaguare ou pelo WhatsApp (27) 99930-6686.
Para a proprietária, apresentar o café produzido no município é também uma forma de valorizar quem vive e trabalha no meio rural. “Queremos possibilitar que as pessoas conheçam as belezas de Jaguaré, compartilhem as experiências do homem do campo e desfrutem da natureza com respeito”, concluiu.