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Baleia é vista perto da praia de Guriri, em São Mateus

Segundo pesquisador, mamífero é da espécie franca-austral, também conhecida como franca-do-sul, que assim como a jubarte migra para águas quentes no inverno

Publicado em 20 de Julho de 2025 às 18:53

Vinícius Lodi

Publicado em 

20 jul 2025 às 18:53
Uma baleia foi observada perto da praia de Guriri, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, na tarde de sábado (19). A aparição foi confirmada pela Secretaria de Meio Ambiente do município. Frequentadores do litoral, encantados com a presença do mamífero, fizeram registros em vídeo.
Segundo o pesquisador de Mamíferos Marinhos e fundador do Instituto ORCA, Lupercio Barbosa, foi possível identificar a espécie pela cor, a cauda e também a partir do borrifar da água: uma baleia-franca-austral, também conhecida como franca-do-sul. “O borrifo em formato de 'V' é característica dessa baleia. Quando eu vi a cor negra, a cauda mais alargada, eu já tinha ideia. Depois que vi o borrifo, tive 100% de certeza”.
O borrifo em forma de 'V' é característico da baleia-franca-austral (Eubalaena australis). Este formato é resultado da expulsão de ar quente e vapor de água através dos dois orifícios respiratórios da baleia, que se abrem para cima e para os lados, criando um padrão em 'V'
Lupercio Barbosa - Pesquisador de Mamíferos Marinhos e fundador do Instituto ORCA
Barbosa explica que a franca-do-sul, assim como a jubarte, tem o hábito de viajar para latitudes baixas, onde as águas são mais quentes, nesta época do ano. Diferentemente da jubarte, a franca se aproxima mais da praia.
“É comum esse deslocamento dela, assim como da jubarte, para cá, nas latitudes mais baixas. Elas se aproximam da praia, diferentemente das jubartes. Elas em geral ficam muito próximas à linha de arrebentação”, comentou.
Geralmente, elas estão com filhotes. Vão para essas áreas para descansar, cuidar das crias e amamentar
Lupercio Barbosa - Pesquisador de Mamíferos Marinhos e fundador do Instituto ORCA
Essas baleias são normalmente mais vistas no Brasil na região de Santa Catarina, no Sul. Elas são observadas em maior escala na Península de Valdés, na Argentina. Durante o verão, no hemisfério sul, elas permanecem nos polos e no inverno migram para águas tropicais mais quentes para acasalamento e procriação, conforme o Projeto Franca Austral.

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