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Infecção em hospital

"Casos começaram a chegar separados", diz médica do Santa Rita sobre contaminação

Coordenadora do núcleo de controle de infecção hospitalar, Carolina Salume explicou como foram identificados primeiros casos e protocolos adotados
Diná Sanchotene

Publicado em 

25 out 2025 às 21:34

Publicado em 26 de Outubro de 2025 às 00:34

Hospital Santa Rita
Hospital Santa Rita: unidade investiga causa da contaminação Crédito: Hospital Santa Rita/Divulgação
Ainda em busca de identificar o agente causador da contaminação no Hospital Santa Rita, em Vitória, a coordenadora do núcleo de controle de infecção hospitalar, Carolina Salume, conta como foram registrados os primeiros casos e os protocolos que têm sido adotados desde o último domingo (19), quando vários funcionários de um mesmo setor passaram a apresentar sintomas semelhantes. Os atendimentos começaram na manhã daquele dia.
“Os casos começaram a chegar separados. No domingo pela manhã, começamos a observar que os casos eram muito parecidos, com exames de imagem muito parecidos. Com as tomografias de tórax e raios-x, começamos a associar as situações e entendemos que se tratava de alguma coisa nova, focada nesse setor de internação. Identificamos apenas funcionários infectados de um mesmo setor”, relata a médica, em entrevista à TV Gazeta.
Caroline salienta que, ao começar investigar, a unidade hospitalar entendeu que a contaminação fazia parte de alguma coisa transmitida no ambiente. Na segunda-feira (20), foram feitas coletas de amostras em caixa d'água e em sistema de ar-condicionado.
“Ccomeçamos precaução de barreira, com o uso de máscara e isolamento de contato para esses pacientes que estivessem internados com o quadro pneumônico”, acrescenta.
A unidade hospitalar também realizou exames clínicos de pacientes, com teste de sangue, urina e imagem.
“Começamos a fazer tomografia de todos os pacientes, observamos algumas características diferentes das pneumonias comuns, bacterianas. É importante salientar que nesse setor são atendidos pacientes oncológicos, imunodeprimidos e eles não ficavam doentes, mas os funcionários que são imunocompetentes, sim”, ressalta.
A ala do hospital, onde foram registradas as infecções, passou por um processo de higienização, com a limpeza dos aparelhos de ar-condicionado e troca de filtros e torneiras. Além disso, os pacientes foram transferidos para outra ala.
Carolina Salume afirma que serão feitas novas coletas de materiais quando o setor estiver todo vazio, para depois fazer uma higienização para tentar mais uma vez buscar o agente causador da contaminação. 
Em entrevista com funcionários infectados, o hospital observou que os sintomas começaram no dia 13 de outubro, apesar da identificação ocorrer nos dias 18 e 19 do mesmo mês.
“Durante a entrevista, percebemos que os sintomas começaram antes, com cefaleia, dor no corpo, prostração e febre. Alguns deles não buscaram o hospital pensando que era uma síndrome gripal. Tem sido feito uma investigação, estamos esgotando todas as possibilidades e ainda não encontramos nenhum agente. Mas com o tratamento que a gente escolheu, os pacientes estão evoluindo bem”, relata.
Durante a semana, a Secretaria de Saúde do Espírito Santo (Sesa) recebeu a notificação de que 26 funcionários estavam contaminados. Desse total, três deles estão internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e cinco em enfermaria. O caso mais grave é de uma técnica de enfermagem, que está intubada.
A pasta também investiga outros 10 casos suspeitos, desta vez de pacientes e acompanhantes que estiveram na unidade. Eles estão internados em vários hospitais do Estado. Desde o dia 22 de outubro, não há notificação de novos casos.
Com informação de Roger Santana e Alberto Borém, da TV Gazeta.
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