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Em abril de 2019

Começa julgamento de cigano suspeito de matar empresário em São Mateus

Segundo investigações policiais, o crime aconteceu por causa de uma dívida de R$ 300 mil, relativa à negócios que os dois tinham juntos

Publicado em 07 de Agosto de 2023 às 19:40

Mariana Lopes

Publicado em 

07 ago 2023 às 19:40
Ívison Flávio dos Anjos Souza (à direita) é apontado como o principal suspeito de matar o empresário Alessandro Freitas (à esquerda) em abril de 2019
Ívison Flávio dos Anjos Souza (à direita) é apontado como o principal suspeito de matar o empresário Alessandro Freitas (à esquerda) em abril de 2019 Crédito: Reprodução
Começou na manhã desta segunda-feira (7), no Fórum de São Mateus, no Norte do Estado, o julgamento de Ívison Flávio dos Anjos Souza, principal suspeito de matar a tiros o empresário Alessandro Freitas em abril de 2019. Na época do crime, o cigano teria matado o empresário devido a uma dívida de R$ 300 mil, relativa a negócios que os dois tinham juntos. 
Na acusação, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) entendia que a condenação do réu se impõe como uma resposta da Justiça à família da vítima e também à sociedade. A expectativa da defesa de Ívison era de comprovar a inocência do principal suspeito e informou que vai apresentar recurso sobre a decisão ao Tribunal de Justiça.
Nesta terça-feira (8), o advogado Homero Mafra, que faz a defesa do réu, informou que o julgamento foi concluído durante a noite, por volta de 21h, com a condenação de Ívison a 17 anos e seis meses de prisão. O advogado Marcelo Melo, que também atua na defesa do acusado, disse que deve ser apresentado recurso ao Tribunal de Justiça.

Relembre o caso

O acusado foi preso em junho de 2019 como principal suspeito de matar, a tiros, o empresário Alessandro Freitas, em 24 de abril do mesmo ano, no bairro Guriri, em São Mateus, por causa de uma dívida relativa a negócios que os dois tinham juntos. 
Na época da prisão, realizada por agentes da Divisão Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Mateus, Ívison foi encontrado em sua casa em Guriri e não apresentou nenhuma resistência, se entregando aos agentes logo após a localização do suspeito.
As investigações apontaram que o cigano teria planejado uma emboscada para atrair e matar Alessandro, que era dono de uma empresa de granito em Jaguaré, também no Norte capixaba. Segundo o g1 ES, que noticiou o caso na época, o empresário, que era amigo de Ívison, teria despertado interesse em comprar um terreno em Guriri.
Morador da região, o cigano se comprometeu a levar Alessandro até um terreno. No local, Ívison efetuou os disparos e matou o empresário.
A reportagem da TV Gazeta Norte tenta contato com a defesa de Ívison, mas não houve nenhum retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações. 

Atualização

08/08/2023 - 9:41
Após publicação desta matéria, o julgamento foi concluído e o texto foi atualizado.

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