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Pandemia

Covid-19: redução na média móvel de óbitos aponta para início de estabilização

Redução ocorreu na média móvel de óbitos dos últimos 14 dias, após adoção de quarentena, e é um indicativo de que o Espírito Santo começa a vencer o pior momento da pandemia do novo coronavírus

Publicado em 24 de Abril de 2021 às 21:01

Vilmara Fernandes

Publicado em 

24 abr 2021 às 21:01
Primeiro dia do decreto de quarentena no ES
Data: 28/03/2021 -Quarentena foi adotada em março para conter a Covid-19 no ES Crédito: Fernando Madeira
Um dos indicadores mais importantes e precisos da pandemia, por medir o número de vidas perdidas para a Covid-19, a Média Móvel de Óbitos (MMO) dos últimos 14 dias já começa a apresentar queda no Espírito Santo. Ela chegou a 68,50 no dia 14 deste mês e na última quinta-feira (22) ficou em 61.
Vale destacar que a MMO de 68,50 foi o pico desta terceira fase da pandemia, após um acirramento da doença no Estado que gerou grande pressão no sistema de saúde, com elevada busca por leitos de enfermaria e de UTIs, e chega próximo ao dobro do pico atingido na primeira fase, que foi de 37,14, em 21 de junho do ano passado.
Desde o início da pandemia, o Estado já registrou mais de 9 mil mortes pela doença. O mês de abril tem se apresentado como o mais letal, com 1.392 somente até esta quinta-feira (22). 
De acordo com o diretor de Integração e Projetos Especiais do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Pablo Lira, ainda é cedo para percebermos, de forma mais consistente, a repercussão dos efeitos da quarentena na MMO. “Tudo indica que passamos pelo pior momento da pandemia e que estamos iniciando agora uma tendência de estabilização”.
Ele explica que um dos efeitos da quarentena é a redução de contágio e, por consequência, do aparecimento de novos casos. Com isto reduz a pressão sobre o sistema de saúde, com queda na taxa de ocupação de leitos, com pacientes se curando e tendo uma redução do número de óbitos. “Em geral os efeitos são perceptíveis a partir de 14 a 21 dias após a redução consistente no número de casos confirmados”, observa.

SITUAÇÃO NAS REGIÕES

Estudo realizado pelo Núcleo Interinstitucional de Estudos Epidemiológicos (NIEE) aponta que a queda na MMO também se verificou na Região Metropolitana, que reúne cerca de metade da população do Estado. Na quinta-feira (22), ela estava em 32,86 mortes nos últimos 14 dias. No último dia 19, estava em 36.
O cenário não é diferente no interior. Na última quinta-feira,  a MMO era de 28,29. Em 14 de abril chegou a 32,71. 
Lira observa que no interior, onde ocorreu um um crescimento mais acelerado de óbitos nesta terceira fase da pandemia, a queda na MMO é maior. “Um reflexo das ações adotadas pelos municípios do interior, com medidas até mais restritivas do que as previstas no Mapa de Risco. É o caso, por exemplo, de Piúma e Barra de São Francisco”, diz. O diretor do IJSN destaca ainda que o Espírito Santo começa a sair da terceira fase de expansão da pandemia.
"Foi um impacto forte, com um crescimento exponencial de casos em março, mas estamos saindo sem deixar de ofertar atendimento digno a todos os pacientes. Agora é preciso retomar as atividades de maneira gradativa. Se olharmos para o passado, será possível ver que a saída gradativa das medidas restritivas quando atingimos o pico permitiu o comércio crescer nos meses seguintes"
Pablo Lira - Diretor de Integração e Projetos Especiais do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN),

TAXA DE CONTÁGIO 

Na semana em que a quarentena foi decretada, a taxa de contágio do Espírito Santo tinha alcançado seu índice mais elevada: 1,6, quando dez pessoas poderiam contaminar outras 16. Ela agora começa a apresentar redução, chegando nesta última semana a 1,32.
O fato se repete na Grande Vitória, que caiu para 1,34, e ainda no interior, que passou para 1,31, região que teve a maior queda.

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