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De Iúna, aluno da rede pública ganha ouro na Olimpíada de Ciências

Estudante da rede pública estadual, Guilherme Pagani Ferreira da Silva, de 14 anos, é autista e desenvolve habilidades e dificuldades na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais

Publicado em 27 de Abril de 2021 às 16:04

Beatriz Caliman

Publicado em 

27 abr 2021 às 16:04
Aluno ao lado da mãe, da diretora da Apae, Maria dos Anjos de Souza, e do professor Wagner Ornelas Dias  Crédito: Apae de Iúna
A manicure Steffania de Freitas Ferreira está orgulhosa do filho Guilherme Pagani Ferreira, de 14 anos. O adolescente de Iúna, município capixabana Região do Caparaó, é aluno da rede pública estadual e conquistou uma medalha de Ouro na Olimpíada Nacional de Ciências, na edição de 2020. Autista, o estudante também é aluno da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).
“Foi uma surpresa. Guilherme não é muito ficar estudando em casa, ele consegue absorver o conteúdo quando é explicado com muita facilidade. Até esperava que conseguisse uma boa média, mas nunca imaginei que conseguiria a medalha de ouro, foi o único na escola. Quando contei, ele pensou que eu estivesse brincando, também não acreditou”, revela Steffania de Freitas.
O resultado foi divulgado no final de fevereiro. A mãe conta que é a primeira vez que o filho recebe um reconhecimento nacional, mas o adolescente já se destacou em competições na Apae. “Ele é bom em Ciências e Exatas. A escola fez a inscrição e a prova foi toda on-line, em duas fases. A primeira fez em agosto do ano passado e a segunda, em novembro, com uma prova dissertativa”, conta Steffania.
Guilherme é aluno do 9º ano e, duas vezes por semana, no contra turno escolar, faz aulas na Apae de Iúna para desenvolver habilidades e dificuldades do aluno. “Ele é nosso aluno há quatro anos, quando chegou era muito tímido, não socializava com ninguém. Estamos muito orgulhosos, pois Guilherme é muito inteligente e amoroso”, disse a diretora da Apae de Iúna, Maria dos Anjos de Souza.
Filho único, Guilherme mora com a mãe a os avôs na sede do município. “Muitas pessoas ainda têm preconceito com a Apae, no filho ser aluno de lá. Todos tem capacidade e são capazes de conquistas dentro de seus limites, ser bom naquilo que faz”, afirma Steffania de Freitas.

Competição

A Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) integra o Programa Ciência na Escola e é uma realização de cinco Sociedades Científicas: a Sociedade Brasileira de Física (SBF), a Associação Brasileira de Química (ABQ), o Instituto Butantan a Sociedade Astronômica Brasileira, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal do Piauí.
A competição é resultado de um convite do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) às Sociedades e se destina a estudantes do Ensino Médio e do 8ª e 9º ano do Ensino Fundamental. Todos os alunos premiados na ONC 2020 receberão medalhas, que serão enviadas ao endereço da escola.

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