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Um e dois andares

Entenda por que o Aquaviário terá dois modelos de barcos; veja fotos

Modelo mais baixo, de um andar, será usado no trecho entre Porto de Santana, em Cariacica, até a Rodoviária de Vitória, passando por baixo das Cinco Pontes

Publicado em 21 de Outubro de 2022 às 12:16

Vinicius Zagoto

Publicado em 

21 out 2022 às 12:16
Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi)
Aquaviário terá dois modelos de barco para operar na Baía de Vitória Crédito: Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi)
O novo Aquaviário terá dois modelos de embarcação. Além da que chegou ao Espírito Santo nesta quarta-feira (19), haverá duas, com dois andares, e outra de um andar. Ao todo, quatro barcos atuarão na Baía de Vitória e dois deles terão apenas um andar, para conseguir fazer o trajeto até Porto de Santana, em Cariacica, e passar por baixo das Cinco Pontes.
A explicação sobre os diferentes modelos de barco foi dada pelo secretário de Estado de Mobilidade e Infraestrutura, Fábio Damasceno, em entrevista à Rádio CBN Vitória 92,5 FM.
"A primeira embarcação já é capaz de fazer viagens independentemente da chegada das outras. Ela é uma embarcação com ar-condicionado, toda a acessibilidade para 98 passageiros, local para bicicleta, banheiro, então ela já veio completa. Ela é uma embarcação tipo catamarã, com dois cascos, bem mais estável e é baixa de propósito, porque ela vai passar embaixo das Cinco Pontes, que tem uma altura bastante limitada. Então essa embarcação para atendimento em Porto de Santana é fundamental", afirmou. 
O secretário explicou ainda que a segunda embarcação está quase pronta, na fase de acabamentos, em Valença, na Bahia, e é um catamarã de dois andares, porque não vai passar embaixo das Cinco Pontes. "Ela fará o trajeto da Prainha à Praça do Papa e terá capacidade para 120 passageiros. A terceira embarcação será semelhante à primeira, também com condições de passar embaixo das Cinco Pontes". 
A expectativa do governo do Estado é ter, até o fim do ano, parte do novo Aquaviário operando. “Até o fim do ano, a gente já tem a operação do Aquaviário com, pelo menos, duas embarcações e os três píeres funcionando", destacou o secretário. 

QUATRO EMBARCAÇÕES OPERANDO 

A Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) informou, em setembro, que quatro embarcações estão previstas para atuar no novo aquaviário. A previsão de chegada do segundo barco é novembro e do terceiro, com um andar, em dezembro. Sobre o quarto barco, ainda não há confirmação. 
A Semobi informou que o valor das embarcações está incluso no custo total da operação, compreendendo também a tripulação, equipamentos e serviço, totalizando R$ 612 mil mensais por barco. A pintura atual é provisória e as novas embarcações ainda receberão a identificação do transporte metropolitano da Grande Vitória no Estado.
Aquaviário terá dois modelos de barco para operar na Baía de Vitória Crédito: Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi)

PASSAGENS PODERÃO SER PAGAS COM QR CODE 

Fábio Damasceno ressaltou novamente, na entrevista à CBN Vitória, que o Cartão GV será utilizado também no Aquaviário. A operação também seguirá o mesmo modelo de regras do Transcol para conexão temporal com os coletivos que passam nos pontos de ônibus próximos às estações.  Os benefícios de gratuidade e passe escolar vigentes nos coletivos também permanecem nas embarcações. 
A novidade fica por conta do uso do QR Code para pagar as viagens. O secretário explicou que o sistema está na fase final de testes e deve ser lançado em, no máximo, 15 dias. "O GV Bus está fazendo todos os testes necessários junto do sistema de bilhetagem. O QR Code é gerado no celular e será usado no Transcol e no Aquaviário, aí você não precisa ter o Cartão GV para usar o transporte público na Grande Vitória, é importante para o turista, para quem é de fora", explica. 

MP CHEGOU A PEDIR SUSPENSÃO DA LICITAÇÃO DO AQUAVIÁRIO 

Em maio, após serem identificados indícios de irregularidades na licitação para contratação da empresa que vai administrar o serviço de transporte aquaviário da Grande Vitória, o MPC-ES e a área técnica do TCES pediram a suspensão imediata da contratação, cujo valor estimado mensal é de R$ 3,5 milhões. Entre as irregularidades apontadas nas duas representações está a utilização do Sistema de Registro de Preços, modalidade escolhida pela Semobi para a contratação e apontada como indevida pelos órgãos de controle externo.
Com previsão de duração de dois anos, o contrato poderia alcançar R$ 85.862.400,00. Questionado sobre como anda o processo atualmente, o TCE informou que "a área técnica representou com pedido cautelar e o relator notificou. A área técnica analisou e reforçou pedido de cautelar. A Decisão 2139/2022 indeferiu e mandou seguir em rito ordinário. O voto foi apresentado no dia 12 de julho". Em resumo, o processo segue tramitando.
De acordo com a Semobi, o processo licitatório que segue em andamento é o mesmo apresentado no início, não foi feito outro. "Em relação à licitação de operação dos barcos, a Semobi informa que está respondendo os questionamentos do Tribunal de Contas, sem prejuízo ao processo licitatório", afirmou a pasta.

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