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Se liga no prazo

ES faz mutirão para coletar DNA de familiares de pessoas desaparecidas

Coleta é gratuita e ocorre em cinco pontos do Estado; desde 2021, 34 pessoas foram identificadas com auxílio de perfis genéticos

Publicado em 24 de Agosto de 2026 às 15:35

Lucas Gaviorno

Publicado em 

24 ago 2026 às 15:35

O Espírito Santo participa de um mutirão nacional que busca familiares de pessoas desaparecidas para a coleta de material genético. A Semana de Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas começou nesta segunda-feira (24) e vai até a sexta (28).


Segundo a Polícia Científica, esta é a quarta campanha realizada desde 2021. O objetivo é ampliar o banco de perfis genéticos e auxiliar na identificação e localização de pessoas desaparecidas.


O perito oficial-geral da Polícia Científica, Carlos Alberto Dal-Cin, explicou, durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira, a importância da participação das famílias.


“Em casos de pessoas desaparecidas, é importante a investigação criminal, mas também a perícia e a participação das famílias para que tenha uma resposta efetiva na localização das pessoas. O DNA, sem dúvida nenhuma, é extremamente eficaz nessa busca de pessoas desaparecidas”, afirmou.


Atualmente, o banco de dados reúne registros de 550 pessoas não identificadas e de 352 famílias de desaparecidos. Desde 2021, 34 pessoas foram identificadas por meio do cruzamento de perfis genéticos, segundo a corporação.

Coleta é realizada durante todo o ano

chefe do Laboratório de DNA Forense (LABDNA), perita oficial criminal Bianca Bortolini Merlo, destacou que a coleta de material genético não ocorre apenas durante a campanha e está disponível ao logo de todo o ano. 


"Muitas pessoas desconhecem ou têm receio de coletar. O procedimento é simples e rápido. Os dados utilizados são somente para buscas de desaparecidos", destacou.


Bianca explicou ainda que o cruzamento dos perfis genéticos é feito em âmbito nacional, o que permite identificar pessoas mesmo quando o desaparecimento ocorreu em um Estado e os familiares vivem em outro. Segundo ela, cinco casos desse tipo já foram registrados.


“Mesmo que a pessoa tenha familiares em outro Estado ou a pessoa desapareceu e foi para outro Estado, esse confronto é nacional e, às vezes, é possível fazer até internacionalmente”, explicou.


Além de contribuir para a identificação de pessoas desaparecidas, o cruzamento dos perfis genéticos também pode fornecer informações que auxiliem as investigações.
Coletiva de imprensa realizada nesta segunda (24) sobre o mutirão de coleta de DNA
Da esquerda para a direita: policial da Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas, Joyce Ferreira Sarquiz; titular da DEPD, Tarcísio Otoni; perito oficial geral da Polícia Científica, Carlos Alberto Dal-cin; e chefe do Laboratório de DNA Forense, perita oficial criminal Bianca Bortolini Merlo Divulgação/PC
Como e onde fazer a coleta

A Polícia Científica orienta que, antes da coleta, o desaparecimento seja registrado por meio de boletim de ocorrência.

Serviço

Canais do Disque-denúncia

Denúncias podem ser feitas pelo telefone 181 — a ligação é gratuita e não é necessário se identificar — também por meio do site disquedenuncia181.es.gov.br ou pelo WhatsApp (27) 99253-8181.

Com o boletim em mãos, o familiar deve procurar um dos pontos de coleta de DNA da corporação. Parentes de primeiro grau, como pai, mãe e filhos, têm prioridade. Irmãos também podem fornecer material genético, conforme a composição familiar e a orientação dos profissionais responsáveis pela coleta.


Confira os pontos de coleta espalhados pelo Espírito Santo:

  • Laboratório de DNA forense, em Vitória: localizado na Chefatura da Polícia Civil, na Avenida Nossa Senhora da Penha, 2290, em Santa Luíza;
  • Seção Regional de Medicina Legal (SML) de Cachoeiro de Itapemirim: Rodovia Gumercindo Moura Nunes, 134, no bairro Village da Luz;
  • Seção Regional de Medicina Legal (SML) de Linhares: Avenida Presidente Getúlio Vargas, 1200, no Centro;
  • Seção Regional de Medicina Legal (SML) de Colatina: Rua Reynaldo Ferrari Primo, s/n, Bairro Lacê;
  • Seção Regional de Medicina Legal (SML) de Venda Nova do Imigrante: Av. Lorenzo Zandonadi, 880, Residencial do Bosque.
Quando denunciar o desaparecimento

A Polícia Científica alerta que não é necessário esperar 24 horas para registrar o desaparecimento de uma pessoa. A orientação é procurar as autoridades assim que o desaparecimento for percebido.

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