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Projeto no Sudeste

ES ganha duas estações para monitoramento de terremotos e abalos sísmicos

A localização estratégica dos sismógrafos em Aracruz e Conceição da Barra permitirá a captação de dados mais precisos

Publicado em 07 de Julho de 2025 às 16:55

Redação de A Gazeta

Publicado em 

07 jul 2025 às 16:55
Espírito Santo ganha duas estações para monitoramento de terremotos e abalos sísmicos
Sismógrafo instalado na estação Base Oceanográfica da Ufes em Aracruz Crédito: Divulgação | Ufes
O Espírito Santo ganhou duas estações sismográficas temporárias para o monitoramento de terremotos e abalos sísmicos. Os aparelho, instalados entre 2 e 12 de junho na Base Oceanográfica da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em Aracruz - chamado de ARA01 - e no Parque Estadual de Itaúnas, em Conceição da Barra - nomeado ITA01 - são dois dos primeiros seis equipamentos a serem instalados pelo Sudeste do Brasil.
A montagem faz parte do projeto Rede Sismográfica Brasileira-Mar (RBS-Mar) do Observatório Nacional - instituição científica localizada no Rio de Janeiro - coordenado pelo pesquisador Sérgio Fontes. O objetivo é melhorar a detecção de terremotos marinhos. Só em solo capixaba foram registrados três entre 2019 e 2024.  
Por aqui, o plano conta com a parceria do Laboratório de Neotectônica e Sismológico (Lanesi) da Ufes. Nos próximos meses, novas instalações serão realizadas em pontos estratégicos do continente e em ilhas do litoral dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. 
ES ganha duas estações para monitoramento de terremotos e abalos sísmicos
O Espírito Santo, segundo a professora do Departamento de Geografia Luiza Bricalli, já registrou ocorrência de deslizamentos de terra e enchentes causadas pelas mudanças climáticas. Além disso, há a crescente preocupação de afundamento do solo devido às especulações sobre a extração de sal-gema no norte do estado.
Espírito Santo ganha duas estações para monitoramento de terremotos e abalos sísmicos
Um dos equipamentos foi instalado na base oceanográfica da Ufes, na orla de Aracruz  Crédito: Divulgação | Ufes
“Tudo isso reforça a necessidade urgente de democratizar o conhecimento sobre esses fenômenos, que representam ameaças significativas às populações, especialmente em regiões urbanizadas ou com ocupação inadequada”, afirmou a professora.
Ainda conforme a professora, a localização estratégica dos sismógrafos em Aracruz e Conceição da Barra permitirá a captação de dados mais precisos, beneficiando tanto a pesquisa acadêmica quanto a gestão pública.

Prevenção de crises

E não é somente para entender quando acontecem os abalos sísmicos que o ARA01 e ITA01 estão no Espírito Santo. Bricalli apontou que os dados colhidos podem ajudar na elaboração de políticas públicas.
“A compreensão desses processos permite a elaboração de políticas públicas eficazes para prevenir crises, reduzir vulnerabilidades, fazer um planejamento territorial sustentável e mitigar danos ambientais e humanos, promovendo um desenvolvimento responsável, com equilíbrio entre economia e preservação do meio ambiente”, frisou a integrante do Departamento de Geografia.

Amazônia Azul

Segundo o Observatório Nacional, o projeto RSBR-Mar representa um avanço inédito na sismologia marinha brasileira, com foco na margem sudeste do país, onde se localiza a chamada Amazônia Azul - onde também estão os aparelhos no Espírito Santo - região de grande importância geopolítica e econômica para o país. O projeto também prevê a instalação de sismógrafos de fundo oceânico e hidrofones flutuantes, compondo um sistema de monitoramento sísmico inédito no Brasil.
Todo o processo conta com o suporte do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) para viabilizar a presença do equipamento na área de proteção ambiental.

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