Sair
Assine
Entrar

Na Praia do Morro

Esgoto? Moradores reclamam de água escura e com mau cheiro em Guarapari

O principal questionamento de quem passa na região tem relação direta com a coloração da água e o cheiro desagradável que toma conta da região turística da cidade

Publicado em 16 de Janeiro de 2024 às 16:08

Alberto Borém

Publicado em 

16 jan 2024 às 16:08
A cor e o cheiro da água que escorre há dias de uma galeria próxima à Praia do Morro, em Guarapari, incomodam e deixam moradores e turistas que passam pela região receosos. A preocupação principal é a saúde de quem vai à praia e entra no mar. Imagens feitas no último sábado (13) mostram a coloração escura da água que desemboca em uma das principais praias da cidade, frequentada por turistas de todo Brasil. Na segunda-feira (15), a situação permanecia a mesma: cheiro ruim e uma "água diferente" na praia.
Em contato com a reportagem de A Gazeta, o engenheiro eletricista Hawllison Carvalho, que mora em Guarapari e fez as imagens, contou que procurou a prefeitura, mas não teve retorno. A água que sai da galeria e vai parar na praia fica próximo ao monumento do Marlim Azul, conhecido na região e um ponto turístico.
O principal questionamento de quem passa na região é: a água que tem cor e cheiro estranhos e vai parar na praia é esgoto? Segundo a Prefeitura de Guarapari, apesar das características, não se trata de esgoto. A administração do município foi procurada inicialmente no domingo (15). Sem resposta, a reportagem voltou a procurá-la na segunda (16).
Em uma primeira resposta, a Prefeitura de Guarapari, através da Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura, informa que no local há uma galeria que recebe água pluvial, ou seja, da chuva. Em uma segunda nota, informou que a água que está escorrendo na galeria não se trata de esgoto. A equipe segue apurando a suspeita de que seja "água de esgotamento de piscina, visto as características organolépticas (podem ser percebidas pelos sentidos humanos) e físico-química da água que escorreu no sistema".
Quanto à balneabilidade, todas as praias estão próprias para banho, atesta a prefeitura. A última coleta foi realizada no último dia 9 e a previsão é que o resultado saia até o fim desta semana. Ainda segundo a prefeitura, há o planejamento para que uma nova obra de macrodrenagem seja realizada na Avenida Beira Mar, na Praia do Morro. A obra deve ser iniciada depois da alta temporada.

Sem riscos à saúde

No dia 8 de janeiro, A Gazeta mostrou que moradores e turistas de Guarapari conviviam em meio a um aumento no número de viroses, envolvendo sintomas de vômitos e diarreias. Os casos quase triplicaram na comparação entre dezembro de 2022 e dezembro de 2023. Foram 46 registros em dezembro de 2022, enquanto 126 casos foram registrados em 2023.
Apesar dos números, a Prefeitura de Guarapari informou que não se tem registro de pessoas que tenham passado mal devido ao contato com a água na praia.

Afinal, de quem é a responsabilidade?

Procurada pela reportagem, a Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) informou que o sistema de esgotamento sanitário que atende Guarapari está funcionado dentro da normalidade, sem nenhuma intercorrência operacional. Sobre o problema em questão, a Cesan garantiu que o extravasamento que aparece na imagem não é da rede da companhia e que possivelmente trata-se de um problema com origem na drenagem pluvial, que é de competência da administração municipal.
A Cesan está à disposição da população e pode ser acionada a qualquer hora do dia ou da noite pelo telefone 115, a chamada é gratuita.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Brasileiros veem sonho da cidadania ser adiado após mudança na lei em Portugal
Imagem de destaque
Espírito Santo produziu quase 4,6 bilhões de ovos em 2024
Segundo o Corpo de Bombeiros, o local é de difícil acesso e a operação exige cuidado extremo para não ferir o animal
Cadela presa em fresta de rocha há três dias mobiliza resgate em Colatina

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados