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Reintegração de posse

Famílias de Vila Esperança fazem protesto em frente ao Palácio Anchieta

Após casas serem demolidas durante reintegração de posse, ex-moradores da região promovem novo ato em Vitória nesta terça (9)
Felipe Sena

Publicado em 

09 set 2025 às 14:51

Publicado em 09 de Setembro de 2025 às 17:51

Após a demolição das casas da Ocupação Vila Esperança, em Vila Velha, durante a ação de reintegração de posse na manhã desta terça-feira (9), os ex-moradores começaram a se dirigir para a frente do Palácio Anchieta. Algumas pessoas estão enviando objetos pessoais que precisaram ser retirados de casa para a sede do poder executivo do Espírito Santo. No dia 1° de setembro, parte dos afetados pela decisão da Justiça já havia organizado um acampamento no local para protestar contra o despejo.
Mais cedo, alguns moradores atearam fogo em imóveis em tentativa de impedir a demolição. Equipes da Polícia Militar — incluindo agentes da cavalaria — e da Guarda Municipal cercaram a região para cumprir a decisão judicial que determina a desocupação do terreno, alvo de disputa desde 2019.
Famílias de Vila Esperança fazem novo protesto em frente ao Palácio Anchieta
Famílias de Vila Esperança fazem novo protesto em frente ao Palácio Anchieta Crédito: Carlos Alberto Silva
Apesar da tensão no local, até o momento não houve retirada forçada ou resistência que demandasse uso de força policial durante a ação. Militares do Batalhão de Missões Especiais (BME) da PM passaram nas casas, acompanhados de oficiais de Justiça, para verificar se ainda havia moradores nas residências antes da demolição.
Famílias de Vila Esperança fazem novo protesto em frente ao Palácio Anchieta
Famílias de Vila Esperança fazem novo protesto em frente ao Palácio Anchieta Crédito: Carlos Alberto Silva
A líder comunitária Adriana Paranhos afirmou que muitos moradores estão desesperados diante da falta de alternativas habitacionais. “Nossa comunidade não tem preparo para uma grande resistência, mas muitos moradores não querem sair de forma alguma”, disse. Segundo estimativas da Defensoria Pública do Estado, mais de 700 famílias vivem na ocupação. O governo do Estado e a prefeitura anunciaram, na semana passada, um aluguel social de até R$ 3,6 mil por família.
O advogado que representa as famílias, Robson Lucas, criticou a condução da desocupação. “Essa situação mostra o fracasso da política habitacional. Não há segurança para todas as famílias, e muitos não têm para onde ir. O auxílio oferecido não é suficiente”, afirmou. A reintegração foi autorizada pela 6ª Vara Cível de Vila Velha e referendada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
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