A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) abriu uma nova chamada pública com a oferta de 300 bolsas de mestrado e doutorado para estudantes vinculados a programas de pós-graduação do Estado. O objetivo, segundo o diretor-geral da instituição, Rodrigo Varejão, é preparar os capixabas “para os desafios científicos e tecnológicos do nosso tempo”.
O edital faz parte do Programa Capixaba de Formação de Recursos Humanos (Procap), principal iniciativa da fundação voltada à capacitação de pesquisadores. São 190 bolsas de mestrado e 110 de doutorado, com valores mensais de R$ 3.200 e R$ 4.500, respectivamente. As bolsas têm duração de 24 meses (mestrado) e 48 meses (doutorado).
O novo edital está disponível no site da Fapes (clique aqui), e as inscrições ficam abertas até as 17h59 do dia 27 de novembro. A seleção será feita em parceria com os programas de pós-graduação credenciados pela Capes.
Fapes oferece 300 bolsas para alunos de mestrado e doutorado no ES
Crescimento e reajuste
O número de bolsas de mestrado e doutorado tem crescido junto com a expansão da pós-graduação do Espírito Santo. Uma vez que novos programas são aprovados, mais bolsas são oferecidas para cobrir essa demanda
O diretor também destaca que os valores foram reajustados para compensar perdas inflacionárias e colocam o Espírito Santo em posição de destaque nacional: “Hoje o nosso Estado oferece o segundo maior valor do Brasil para essa modalidade”, afirma.
Planejamento e garantia orçamentária
Um dos pontos enfatizados pela Fapes é a garantia de recursos para todo o período da bolsa, e não apenas para o ano vigente. “Esse é o maior compromisso da Fapes. Nós sempre garantimos o recurso para todo o período, seja de dois ou quatro anos, conforme a duração da bolsa”, assegura Varejão.
Itinerário de formação científica
A chamada de mestrado e doutorado integra um itinerário mais amplo da Fapes, que começa ainda na educação básica e se estende até a fixação de doutores no Estado.
“Esse programa cobre vários editais. Ele começa desde as bolsas de iniciação científica júnior, passa por bolsas de graduação, mestrado, doutorado e chega até um programa de fixação de doutores”, detalha o diretor. Segundo ele, a ideia é permitir que o pesquisador capixaba percorra todas as etapas da formação científica e tecnológica sem precisar deixar o Estado.
Impacto e desafios
Para o diretor, investir na qualificação de pesquisadores é estratégico para o desenvolvimento econômico e social capixaba. “Preparar as pessoas é fundamental. Esse programa cumpre muito bem o papel de inserir os capixabas na formação científica e tecnológica, ampliando possibilidades de atuação tanto na academia quanto nas empresas e nos serviços públicos”, afirma.
Ainda assim, o desafio da permanência na pós-graduação e do custo de vida segue em pauta. Segundo Varejão, os valores atuais foram definidos a partir de um estudo do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). “Nós seguimos um estudo feito pelo Confap, que trouxe valores atualizados considerando a inflação e o custo de vida. Hoje praticamos valores acima do piso estabelecido e acima do que é pago pelas agências federais”, diz.
Cobertura e comparativo
Atualmente, a Fapes atende a 55% dos estudantes de pós-graduação do Espírito Santo com bolsas próprias. O restante é contemplado por programas federais, como CAPES e CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
“Mais da metade dos estudantes de mestrado e doutorado são atendidos por programas de bolsas, e a maior parcela é paga pela Fapes”, aponta o diretor. A meta, segundo ele, é manter e ampliar o alcance do programa nos próximos anos, acompanhando o ritmo de crescimento dos programas de pós-graduação no Espírito Santo.
SERVIÇO
Editais 19/2025 e 20/2025 – Procap 2026 – Mestrado e Doutorado
- Procap Mestrado: clique aqui e acesse o edital
- Procap Doutorado: clique aqui e acesse o edital
- Prazo para as inscrições: 27/11/2025
- Site para inscrição: sigfapes.es.gov.br
- Dúvidas sobre os editais: bolsas.duvidas@fapes.es.gov.br
Esta matéria foi produzida por um aluno do 28º Curso de Residência em Jornalismo, sob orientação da editora Mikaella Campos.