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Atividades paralisadas

Greve na Ufes: portões devem ficar fechados até sexta-feira (19)

Segundo a administração da universidade, foi decidido que a entrada do local será limitada aos alunos da escola municipal e bancários que trabalham no campus de Goiabeiras, em Vitória

Publicado em 17 de Abril de 2024 às 11:28

João Barbosa

Publicado em 

17 abr 2024 às 11:28
Ufes inicia greve reajuste salarial e amanhece com entradas interditadas nesta segunda (15)
Ufes iniciou greve em busca de reajuste salarial e amanheceu com entradas interditadas na última segunda-feira (15) Crédito: Ricardo Medeiros
Em decorrência da greve dos professores, que reivindicam melhores condições de trabalho e reajuste salarial, os portões da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) devem permanecer fechados no campus de Goiabeiras, em Vitória, pelo menos até a próxima sexta-feira (19), de acordo com a Associação dos Docentes da universidade (Adufes). No local, estão suspensas as atividades acadêmicas e administrativas.
Na ocasião, por conta do fechamento do RU, aproximadamente dois mil alunos do campus de Maruípe também foram prejudicados, já que o local conta com o envio de refeições preparadas em Goiabeiras e não pôde funcionar.
Já na terça-feira (16), o acesso foi parcialmente liberado no Portão Norte no campus de Goiabeiras, permitindo que o RU funcionasse, assim como as agências bancárias e a escola da prefeitura. Na manhã desta quarta-feira (17), a reportagem de A Gazeta constatou que os portões principais seguem fechados, mas que o RU funciona entre 11h30 e 12h30 para almoço, e entre 17h30 e 18h30 para jantar, enquanto as aulas seguem normais na escola municipal.
A reivindicação dos docentes é para 22,71% de reajuste salarial, dividido em três parcelas iguais em 2024, 2025 e 2026. Já o governo federal propõe reajuste zero para este ano e dois aumentos de 4,5% em 2025 e 2026. Os professores também cobram a equiparação dos benefícios e auxílios com os dos servidores do Legislativo e do Judiciário.

Administração da Ufes pede liberação dos portões

Na tarde de terça (16), os representantes da gestão da Ufes se reuniram com os membros do movimento grevista, solicitando a abertura dos portões de acesso ao campus de Goiabeiras, visando à “garantia do direito constitucional de ir e vir da comunidade”.
Segundo a Ufes, na ocasião também foi debatida a continuidade do acesso à escola municipal e o funcionamento do RU, assim como a abertura do Teatro Universitário para a realização de eventos acadêmicos e culturais previamente agendados, serviços realizados por empresas terceirizadas e o acesso dos diretores aos centros de ensino.
“Outro ponto abordado durante a reunião foi a participação de representantes estudantis no grupo de trabalho que acompanhará o movimento grevista dos docentes. Foi acordado que, assim como os professores, os estudantes terão quatro representantes. A Reitoria aguarda a indicação dos nomes dos docentes e dos estudantes que constituirão o grupo. Foi reiterada, ainda, a manutenção dos auxílios estudantis e das bolsas que estão sob a gestão da Ufes”, divulgou a universidade.

Greve atinge setor administrativo

Além da atual greve dos docentes, servidores das áreas técnicas e administrativas da Ufes estão em greve desde março, também em busca de melhorias nas condições de trabalho e valorização salarial.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Ufes (Sintufes), a principal reivindicação é a reestruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnicos (PCCTAE) e o reajuste salarial de 34,32%, também defendido por outros servidores federais.

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