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Doença do carrapato

Jovem de 25 anos morre de febre maculosa no Norte do ES

Doença é transmitida pela saliva de carrapatos;  jovem foi contaminado na semana passada e a doença evoluiu para quadro grave

Publicado em 11 de Setembro de 2021 às 13:48

Redação de A Gazeta

Publicado em 

11 set 2021 às 13:48
Carrapato
O caso acendeu alerta para moradores de regiões com rios e matas que podem atrair carrapatos Crédito: Pixabay
Um jovem de 25 anos morreu de febre maculosa no município de São Mateus, Norte do Espírito Santo. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou o caso e afirmou que a área em que ele morava, Km 35, está sendo monitorada pela Vigilância Ambiental. A doença é causada por uma bactéria e transmitida pela picada de carrapato.
Segundo a secretaria, o jovem foi contaminado na semana passada, e a doença evoluiu para quadro grave. Ele foi internado e intubado em São Mateus, mas não resistiu. 
O caso acendeu alerta para moradores de regiões com rios e matas que podem atrair animais. A área onde a vítima morava está sendo monitorada pela Vigilância Ambiental. O protocolo visa a evitar possíveis surtos na região, já que o microorganismo fica circulando na natureza, principalmente em matas e pastos. 

A FEBRE MACULOSA 

A febre maculosa é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Rickettsia rickettsii. Segundo a Fiocruz, ela é transmitida pela saliva de diferentes espécies de carrapatos no Brasil, mas o principal é o carrapato-estrela, também conhecido como carrapato-de-cavalo, que pode picar animais e seres humanos.
Os sintomas iniciais se parecem com o de outras doenças, até mesmo a Covid-19. Ao ter febre alta, portanto, é importante que o paciente relate ao médico por onde passou. Outro sinal característico da doença é o aparecimento de manchas vermelhas nos membros superiores.
A infecção, contudo, não é imediata à picada. Segundo o infectologista e professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Crispim Cerutti Junior, o carrapato demora um tempo considerável para transmitir a bactéria para o ser humano. A Fiocruz estima pelo menos quatro horas.
"É importante que assim que a pessoa veja um carrapato na pele, o retire", recomenda o professor, alertando para alguns cuidados na hora da remoção.
"Se a pessoa aperta e puxa, ela pode acaba ajudando a espalhar aquele microorganismo. O ideal é que se use uma superfície aguda e fina, como um cartão de crédito, por exemplo, na posição contrária que o carrapato está fixado. Uma forma bem prática também é retirar com a ajuda de uma linha, também no sentido contrário", orienta Cerutti.
Com informações do G1/ES e da TV Gazeta Norte

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