O julgamento dos dois mil policiais militares do Espírito Santo prosseguirá nesta sexta (12), segundo informado pelo Ministério Público do ES. Eles começaram a ser julgados na terça-feira (10) em decorrência da greve da PM, ocorrida em fevereiro de 2017, sendo que são acusados de praticar o crime de motim.
O MPES, por meio da Promotoria de Justiça junto à Auditoria Militar, informou que, a sessão do julgamento dos policiais militares, do quadro de Praças Combatentes, envolvidos no movimento, foi suspensa às 21 horas.
O dia foi marcado pela apresentação de argumentos da defesa dos militares, seguida pela réplica do MPES e tréplica dos advogados dos praças. Os réus respondem a denúncia pela prática do crime de motim, cuja pena varia de quatro a oito anos de reclusão, com aumento de um terço da pena aos acusados considerados como cabeças do movimento.
O MPES requereu a condenação dos militares que recusaram a obedecer ordem clara e expressa do Comandante-Geral da PMES e dos demais comandantes superiores. O julgamento será retomado nesta sexta-feira (12), para apreciação das teses pelo Conselho de Justiça, que é formado pelo Juiz de Direito e pelos Juízes Militares.
O Ministério Público ressalta que a responsabilização é fundamental para assegurar a ordem jurídica e evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer no Espírito Santo, sempre com respeito às instituições e às carreiras militares.