Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Operação Abutres

MPES cumpre mandados contra fraude de R$ 8 milhões em indenizações da lama

Sétima fase da operação investiga uso de documentos falsos para criar vínculos com áreas atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG)

Publicado em 20 de Agosto de 2026 às 10:39

Redação de A Gazeta

Publicado em 

20 ago 2026 às 10:39

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) cumpriu, na manhã desta quinta-feira (20), quatro mandados de busca e apreensão durante a sétima fase da Operação Abutres, que investiga fraudes na obtenção de indenizações destinadas a pessoas atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015, quando foi despejada lama de rejeitos de minério no Rio Doce. Segundo o órgão, o prejuízo estimado nos casos já analisados e confirmados supera R$ 8 milhões.


As buscas foram realizadas em quatro endereços: dois em Baixo Guandu, um em Vila Velha e outro em Vitória, na Ilha do Boi. As medidas foram autorizadas pela 3ª Vara Criminal de Linhares, a pedido do MPES. A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-Norte) e pela Promotoria de Justiça Criminal de Linhares, com apoio de servidores do Ministério Público, agentes da Assessoria Militar e militares do Batalhão de Missões Especiais (BME).


Segundo as investigações, o possível esquema envolvia a apresentação de documentos falsos ou adulterados para comprovar vínculos com localidades atingidas pela lama. Entre os materiais suspeitos estão contas de água e energia elétrica, boletos bancários, documentos escolares e registros de saúde. A suspeita é de que os documentos tenham sido usados para permitir o recebimento indevido de indenizações pelo Sistema Indenizatório Simplificado (Novel), então administrado pela Fundação Renova.


Centenas de requerimentos apresentados ao sistema foram analisados durante a investigação. Além das buscas, a Justiça autorizou o sequestro e a indisponibilidade de bens móveis, imóveis e recursos financeiros. O MPES informou que as investigações continuam e que o material apreendido poderá ajudar a identificar outros possíveis envolvidos, dimensionar o prejuízo total e recuperar valores eventualmente recebidos de forma indevida.


A reportagem de A Gazeta procurou a Samarco – responsável pelas negociações das indenizações desde a extinção da Fundação Renova. A mineradora informou que não vai se pronunciar sobre a operação.

Veja Também 

Imagem de destaque

MPES cumpre mandados contra fraude em indenizações da Fundação Renova

Imagem de destaque

Lama no Rio Doce: acordo extingue Fundação Renova e fixa nova gestão

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Livros para pensar a finitude: 3 obras sobre morte, luto e as imprevisibilidades da vida
Imagem de destaque
Almoço com peixe: 5 receitas fáceis, saudáveis e ricas em proteínas
Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do ES, SESP
Advogado investigado por crimes contra empresários no ES é preso no Peru

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados