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Porto de Vitória simula combate a incêndio com espuma especial e rapel

Reportagem de A Gazeta acompanhou operação; Vports, concessionária que administra complexo portuário, apresentou os protocolos para atuar em situações críticas que poderiam colocar terminal e colaboradores em risco
João Barbosa

Publicado em 

29 ago 2025 às 15:16

Publicado em 29 de Agosto de 2025 às 18:16

Simulação
Vports faz simulação de emergência no Porto de Vitória Crédito: Carlos Alberto Silva
Muita fumaça, sirenes ligadas e bombeiros em ação. A reportagem de A Gazeta acompanhou de perto, na manhã de quinta-feira (28), um simulado de combate a incêndio no Porto de Vitória, que trouxe uma cena digna de filme: para conter as chamas, em vez de apenas água, as equipes lançaram mão de um líquido gerador de espuma biodegradável — material incomum no dia a dia, mas que se mostrou mais rápido e eficaz para apagar o fogo. A  movimentação também contou com um resgate em altura e evacuação de funcionários em situações de perigo. 
O exercício no terminal de Capuaba, em Vila Velha, realizado pela Vports — concessionária que administra o complexo portuário —, marcou a implantação do Plano de Ajuda Mútua (PAM), um sistema que organiza recursos humanos, materiais e financeiros para prevenir e responder a emergências. A experiência se inspirou em protocolos já aplicados no Porto de Santos (SP) e no Porto de Antuérpia, na Bélgica. 

Espuma biodegradável

A ação simulada começou com um cenário de alto risco: um carro colidiu contra um caminhão-tanque, deixando uma vítima com queimaduras e provocando explosões. Para o combate ao fogo, as equipes utilizaram um líquido gerador de espuma (LGE), uma substância biodegradável desenvolvida para suportar altas temperaturas e para combater o fogo de maneira mais rápida e eficaz sem componentes tóxicos. 
Porto de Vitória simula combate a incêndio com espuma especial e rapel
Em situações assim, são acionados recursos da Guarda Portuária e ambulâncias, além do caminhão do Corpo de Bombeiros. Equipes da Vports também atuam para evitar o vazamento de líquidos dos veículos acidentados, instalando uma barreira protetora nas canaletas do porto, impedindo que a água do mar seja contaminada.
Simulação
Vports faz simulação de emergência em áreas do Porto de Capuaba, em Vila Velha Crédito: Carlos Alberto Silva
Outro momento da simulação foi o vazamento de óleo diesel e hidráulico com queda de um trabalhador ao mar. Ação que acontece para testar a capacidade e velocidade do atendimento interno do porto em uma situação de risco de vida. Para suporte nessas ocasiões, o terminal aciona a Sala de Crise, onde são tomadas as decisões estratégicas para contenção dos riscos, definir as ações durante as ocorrências e para verificar a necessidade de recursos adicionais.
Também foi reproduzida a queda de um funcionário de uma altura de dois metros em um silo de concreto, que exigiu técnicas de rapel utilizadas pelos Bombeiros para o salvamento com maca suspensa. Por fim, houve evacuação das áreas operacionais: em 20 minutos, todos os colaboradores se concentraram em um ponto de segurança previamente definido pela empresa.
Vports faz simulação de emergência em áreas do Porto de Capuaba, em Vila Velha
Vports faz simulação de emergência em áreas do Porto de Capuaba, em Vila Velha Crédito: Divulgação / Vports

Protocolos para garantir a segurança portuária

Camilla Bridi, gerente de Sustentabilidade da Vports, explica que a ação é voltada para garantir que os protocolos definidos e testados pela empresa sejam rapidamente acionados para proteção das pessoas, da comunidade próxima ao porto, do meio ambiente e do patrimônio.
Com o PAM, a Vports deve realizar simulados a cada seis meses para organizar as ações para mitigação de risco envolvendo mais de 250 pessoas e 400 veículos que circulam pelo porto todos os dias. No exercício, a empresa ainda reúne dados de tempo e recursos para avaliar se a ação acontece em tempo hábil para garantir a segurança dos envolvidos em uma possível emergência, contando com a colaboração de representantes da Vports, do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
“Esse exercício consolida a cultura de segurança no terminal. Estamos aprimorando nossos protocolos frente às emergências e o principal objetivo é sensibilizar toda a comunidade portuária para que essa cultura seja mantida”, diz Camilla.
Ainda segundo a gestora, as ações do simulado — que podem ser realizadas em situações reais — são pensadas para evitar interferências em bairros vizinhos ao porto, como Paul e Ilha das Flores, em Vila Velha.
“É o primeiro simulado com acionamento do PAM e é fundamental que em um processo de emergência todos participem e isso está em sinergia com todo o entorno”, completa Camilla.
Alsimar Damasceno, diretor de infraestrutura e operações da concessionária do porto, pondera que o principal objetivo do trabalho no terminal é a prevenção, entretanto, afirma que o espaço tem capacidade para respostas eficientes em situações adversas.
“Temos um trabalho planejado há um tempo em conjunto com as forças de segurança para garantir robustez dos nossos protocolos e para a comunidade do entorno”, diz Alsimar.
Ele ainda destaca que as ações que mostram os protocolos de segurança também podem ser atrativas para novos operadores para o terminal capixaba, o que pode movimentar a economia do Espírito Santo.
“Uma vez que o investidor entende que temos um porto seguro, a probabilidade da chegada dele aumenta muito. Vale salientar que esses protocolos não são só em Vila Velha [onde foi realizado o simulado], mas também valem para Vitória”, finaliza Alsimar.
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