Alguns moradores da Avenida Jerônimo Monteiro, em Aribiri, Vila Velha, estão preocupados com a obra de macrodrenagem que é executada na região. Os relatos são de que a ação das máquinas e a grande escavação estariam impactando a estrutura de alguns imóveis, que apresentam rachaduras.
A moradora Edileia Loudes Torres, que mora ao lado da obra, relatou à reportagem da TV Gazeta que vive com medo de que a estrutura da casa seja comprometida. Em vídeos, ela registrou rachaduras no imóvel e danos na calçada após o solo ceder. Ela vive na residência com a mãe, de 88 anos, uma tia, de 86, e um tio acamado.
“Sentimos a casa tremer. Um dia acordei às 2 horas da madrugada porque, quando cai a terra à noite, o imóvel treme. A grande questão agora é que está muito comprometido aqui embaixo, está cedendo. O portão da garagem não abre mais. O outro arriou", desabafou.
Entendemos que são melhorias, mas a obra não pode comprometer os imóveis
Edileia Loudes Torres | Moradora
A repórter Alice Souza, da TV Gazeta, também encontrou comerciantes que relataram problemas semelhantes. Eles não quiseram se identificar, mas mostraram rachaduras nas paredes dos estabelecimentos e atribuíram os danos às obras de macrodrenagem conduzidas pelo Governo do Estado.
O que diz o Governo do Estado
Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb) informou que as fissuras identificadas em alguns imóveis próximos à intervenção estão sendo monitoradas pelas equipes técnicas responsáveis pela execução e fiscalização dos serviços. A pasta afirmou ainda que, caso sejam constatados danos estruturais provocados pelas obras, os prejuízos serão reparados pela empresa executora.
Na íntegra | Sedurb
A Secretaria de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb) informa que as fissuras observadas em alguns imóveis localizados no entorno das obras de macrodrenagem do bairro Dom João Batista, em Vila Velha, já foram identificadas e estão sendo acompanhadas pelas equipes técnicas responsáveis pela execução e fiscalização da obra.
As avaliações realizadas pelos engenheiros apontam que as ocorrências registradas não apresentam risco estrutural, de desabamento ou à segurança dos moradores, motivo pelo qual não houve necessidade de acionamento da Defesa Civil.
A Sedurb esclarece ainda que os imóveis seguem sendo monitorados e que eventuais danos relacionados à execução da obra serão reparados pela empresa responsável, conforme previsto contratualmente, após a conclusão dos serviços no trecho afetado.
A intervenção integra um investimento de mais de R$ 23 milhões do Governo do Estado para a implantação de obras de macrodrenagem, drenagem pluvial, dique de proteção e urbanização da região, com o objetivo de reduzir alagamentos e melhorar a qualidade de vida da população.