A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) convocou uma coletiva de imprensa para divulgar, na tarde desta segunda-feira (3), informações sobre o surto de infecções no Hospital Santa Rita, em Vitória, que já soma 93 casos suspeitos em investigação. A expectativa é que a pasta detalhe o que causou a contaminação, até então "misteriosa".
Conforme o último boletim da Sesa, atualizado no domingo (2), ao todo há cinco pessoas internadas e 88 em monitoramento. Destas, 76 são trabalhadoras do Hospital Santa Rita, 11 acompanhantes e seis pacientes (que estavam no local para tratar outras doenças e acabaram infectados).
Dos cinco internados, dois estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e três na enfermaria. Quatro deles são funcionários do Hospital Santa Rita, e um é paciente da unidade de saúde.
Entenda o caso
Quando começou: Em 19 de outubro, funcionários da ala oncológica do Hospital Santa Rita começaram a apresentar sintomas semelhantes aos de uma pneumonia.
Quais os sintomas: Febre, tosse, dores musculares ou de cabeça e alteração em exames de raio-x do tórax.
O que foi feito: Diversas medidas foram tomadas para garantir a segurança de pacientes e de profissionais da área da saúde. A Sesa enviou nota técnica a todos os municípios capixabas para detalhar características e orientações caso cheguem casos suspeitos nas unidades hospitalares do Estado.
O que causou o surto? As causas da contaminação ainda não foram identificadas. A principal hipótese levantada pelas autoridades de saúde é que a contaminação pode ter sido ambiental, sendo causada pela água ou ar-condicionado. São testados 300 patógenos, como bactérias e fungos, no Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen-ES) e na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. A possibilidade de Covid-19 ou Influenza foi descartada. Até então, os testes também não apontavam para a presença de vírus como causador do surto.
É contagioso? Apesar dos casos registrados, a Sesa esclareceu que a contaminação não se espalhou pela Grande Vitória. E reforça que não há nenhum risco para a população de que o agente infeccioso esteja no entorno do hospital, não existindo evidências de transmissão de pessoa para pessoa.