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Arrecadação continua

Vaquinha para única sobrevivente de desabamento já chega a R$ 47 mil

Larissa Morassuti, de 37 anos, perdeu o pai, a irmã e a sobrinha, além da casa em que morava, de uma só vez. Ela segue internada na UTI

Publicado em 24 de Abril de 2022 às 19:07

Geraldo Campos Jr

Publicado em 

24 abr 2022 às 19:07
A vaquinha virtual criada para ajudar a única sobrevivente do desabamento de um prédio em Vila Velha, que ocorreu na quinta-feira (21), já tem dado bons resultados. A corrente do bem em prol da doceira Larissa Morassuti, 37 anos, foi aberta na sexta-feira (22) e já tem arrecadados mais de R$ 47 mil até a tarde deste domingo (24).
Larissa perdeu a casa em que morava, o pai, a irmã e a sobrinha de uma só vez. A campanha de arrecadação pela internet para ajudá-la a se reerguer financeiramente foi criada pela prima da vítima, Patrícia Morassuti. Mais de 1 mil pessoas já contribuíram, segundo o site da vaquinha virtual. A meta mínima é chegar a R$ 50 mil.
Larissa Morassuti, em destaque, foi a única das quatro vítimas a ser resgatada com vida do desabamento em Vila Velha
Larissa Morassuti, em destaque, foi a única das quatro vítimas a ser resgatada com vida do desabamento em Vila Velha Crédito: Vitor Jubini e Arquivo Pessoal | Montagem A Gaztea
Larissa segue internada no Hospital Estadual de Urgência e Emergência, o antigo São Lucas, em Vitória. Até a manhã deste domingo ela estava na UTI aguardando o resultado de exames. A informação foi dada por Patrícia em um vídeo publicado numa rede social.
No post, a prima da vítima relatou que Larissa segue na UTI para monitoramento, aguardando o resultado de um exame. "A Larissa está bem, fisicamente tem escoriações, hematomas, uma luxação. Mas a UTI é só mesmo por causa do monitoramento de uma taxa específica", relatou.
Patrícia ainda agradeceu as doações já recebidas e explicou que, além da ajuda financeira, a família também tem recebido donativos fisicamente. O ponto de entrega é a casa da tia de Larissa, Márcia Morasutti, que fica na Rua Assissolina de Andrade, número 10, no bairro Santa Inês, em Vila Velha. Já para contribuir com a vaquinha virtual basta acessar o site da campanha.
Na descrição da página em que é possível fazer a doação, Patrícia ressalta que a prima perdeu tudo no desabamento e que tem um coração enorme. "Dentro da ambulância, ela perguntava pela família e estava preocupada com as encomendas de doces que precisava entregar", escreveu.
"O que eu podia fazer era criar essa vaquinha, porque a única coisa que eu sei é que a Larissa vai precisar de ajuda"
Patrícia Morassuti - Prima de Larissa

A TRAGÉDIA

desabamento do prédio de três andares aconteceu na manhã dessa quinta-feira (21), no bairro Cristóvão Colombo, em Vila Velha. Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento exato da tragédia e revelam que houve uma explosão pouco antes do imóvel ir abaixoConfira:
Em um total de quase 20 horas de operação, o Corpo de Bombeiros conseguiu resgatar Larissa Morassuti com vida e retirou três parentes dela dos escombros, mas que morreram ainda no local:
  • Eduardo Cardoso, de 68 anos (pai);
  • Camila Morassuti Cardoso, de 36 anos (irmã);
  • Sabrina Morassuti Lima, de 15 anos (sobrinha).
A adolescente chegou a ser encontrada com vida e uma médica tentou ajudá-la ainda sob os escombros. No entanto, ela não resistiu e acabou morrendo no local. O idoso foi o último a ser achado, já na madrugada desta sexta-feira (22). Tanto ele quanto a mãe da menina foram encontrados mortos.
Larissa ainda está internada no Hospital Estadual de Urgência e Emergência, em Vitória. Familiares contaram que ela acompanhou o enterro do pai, da irmã e da sobrinha por uma videochamada.
resgate das vítimas foi complexo e durou cerca de 20 horas. Mais de 60 profissionais do Corpo de Bombeiros, Samu e Defesa Civil estiveram envolvidos no trabalho para retirar dos escombros a família soterrada.
A causa do desabamento está sendo investigada. Uma das hipóteses é vazamento de gás. No local, a perícia encontrou materiais eletrônicos, vestígios de gases combustíveis usados em solda e livros sobre soldagem.
A família morava em um prédio de três andares no bairro Cristóvão Colombo. O primeiro andar era ocupado por Eduardo e pela filha e a neta dele, Camila e Sabrina, respectivamente. Já no segundo andar morava Larissa. No terceiro andar havia quitinetes que estavam vazias.
Veja o antes e o depois do prédio:

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