Sair
Assine
Entrar

Biclean

Vitória testa pedalinho que diverte e ajuda a limpar o mar

Segundo a Prefeitura de Vitória, o Biclean une lazer, turismo e preservação ambiental e pode transformar a Capital em pioneira no uso da tecnologia

Publicado em 24 de Setembro de 2025 às 11:44

Redação de A Gazeta

Publicado em 

24 set 2025 às 11:44
A Capital do Espírito Santo pode se tornar pioneira em uma iniciativa que une lazer, turismo e preservação ambiental. Um pedalinho equipado com sistema de coleta de resíduos, chamado Biclean, está em fase de testes em Vitória
A proposta é que o pedalinho recolha resíduos flutuantes, como copos, garrafas e sacolas plásticas, além de armazenar microplásticos em um compartimento especial, que posteriormente serão analisados em laboratório. A ideia é que o Biclean ajude na limpeza das águas e, ao mesmo tempo, funcione como ferramenta de educação ambiental.
O Prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, demonstrou entusiasmo com a iniciativa. "Muito bom esse projeto ecológico, que pode incentivar as crianças, famílias e turistas à proteção ao meio ambiente. Vamos trabalhar para virar realidade", afirmou.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Alexandre Ramalho, destacou o potencial do projeto como atrativo turístico e educacional. "Bacana e interessante agregando no lazer e questões ecológicas, podendo servir de educação ambiental às crianças. Esse evento de teste serve para ver como funciona na prática, tendo a apresentação do produto para a Prefeitura de Vitória. Estamos dialogando para futura implementação, aproveitando essa semana de evento na cidade sobre o Dia Mundial da Limpeza", disse.

Biclean

Projeto Biclean é um pedalinho com sistema de coleta de lixo e microplásticos
Projeto Biclean é um pedalinho com sistema de coleta de lixo e microplásticos Crédito: Leonardo Duarte | Prefeitura de Vitória
O equipamento funciona da seguinte maneira: enquanto os usuários pedalam, o Biclean recolhe resíduos flutuantes e microplásticos. O material capturado será enviado para laboratório, permitindo estudos sobre a composição e origem do lixo marinho. 
O inventor do projeto e técnico, Thiago Gabrig, de Niterói (RJ), ressaltou que Vitória é a cidade ideal para implementação do projeto.
"O foco são cidades costeiras que têm um potencial de turismo, de exploração de turismo náutico, inclusive Vitória, que é uma cidade muito bonita, tem uma costa muito extensa. E são áreas abrigadas. Então, assim, a geografia da região colabora muito" explicou. Ele também adiantou que a empresa pretende fabricar mais 10 unidades e já tem planos de trazer um centro de tecnologia para a capital capixaba.
O empresário Cléber Montanvani enfatizou a importância da parceria entre empresas cariocas e capixabas e a escolha de Vitória como ponto de partida. "Vale ressaltar que é uma tecnologia de uma empresa carioca com uma empresa capixaba, e uma das coisas que eu fiz questão foi a apresentação ser em Vitória por conta do próprio ambiente da cidade. O povo tem mais preocupação em relação à sua conservação ambiental, eu sou daqui. Então, a gente tem consciência disso, e seria especial pra gente, ter em vitória", pontuou.
O funcionamento do equipamento em Vitória ainda depende de discussões sobre as barreiras de navegação e outras regulamentações, que serão debatidas em conjunto com a Prefeitura de Vitória, investidores e a Marinha. A expectativa é que Vitória possa se tornar o marco zero dessa tecnologia que une inovação, sustentabilidade e educação.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
O dia em que Guimarães Rosa escapou da morte porque saiu para comprar cigarro
Imagem de destaque
Por que pesquisas eleitorais 'erram'?
Honda XRE300 Sahara
Motos da Honda seguem como as mais valorizadas no Brasil

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados