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Câmara de Arbitragem

Cobrança de R$ 400 milhões: família Cola vence disputa contra comprador da Itapemirim

Antigos donos da Viação Itapemirim reclamam da gestão do comprador Sidnei Piva e da criação da ITA Transportes Aéreos, que teve falência decretada em 2023

Publicado em 20 de Maio de 2026 às 18:19

Redação de A Gazeta

Publicado em 

20 mai 2026 às 18:19
Viação Itapemirim foi vendida pela família Cola em 2016. Bernardo Coutinho/Arquivo AG

Antiga dona da Viação Itapemirim, a família Cola venceu na Câmara de Arbitragem e Mediação da Câmara Comércio Brasil-Canadá (CAM-CCBC) a SSG Incorporação e Assessoria, que pertence ao empresário Sidnei Piva, e a CSV Incorporação e Assessoria Empresarial, de Camila Valdívia. A dupla assumiu a empresa de transporte rodoviário em 2016, mas Camila saiu anos depois do negócio.


A decisão da arbitragem encerrou uma disputa que durou seis anos. As informações são da coluna Painel S.A, da Folha de S. Paulo. A partir do resultado, a família Cola pretende cobrar R$ 400 milhões de Piva. 


De acordo com os documentos da arbitragem, o débito levaria em conta imóveis que foram vendidos durante a recuperação judicial e que não tiveram os recursos injetados na empresa e nem devolvidos à família, como teria sido acertado; a viação Caiçara, também incorporada à recuperação judicial; e outros passivos que acabaram quitados pelos Cola.


O Grupo Itapemirim foi uma das maiores empresas de transporte rodoviário do Brasil. Após passar por crise financeira na década passada, a família Cola vendeu a empresa pelo valor simbólico de R$ 1, junto com as dívidas trabalhistas e o crédito tributário.


Documentos da arbitragem detalham reclamações da família contra a administração de Sidnei Piva no comando da Itapemirim. Uma das queixas é a destinação de cerca de R$ 60 milhões à ITA Transportes Aéreos, criada por Piva. A nova empresa encerrou as atividades em dezembro de 2021, após apenas cinco meses de funcionamento. A Justiça de São Paulo decretou a falência da companhia aérea em 2023.


Sidnei Piva e Camila Valdívia foram procurados pela reportagem da Folha, mas não deram retorno. 

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