O Espírito Santo encerrou 2025 com um crescimento econômico de 3,9%, superando a média nacional, que foi de 2,3%. O desempenho capixaba foi sustentado principalmente pelos resultados da agropecuária e pela recuperação da indústria extrativa.
Ao final do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) nominal do Estado alcançou a marca de R$ 248,2 bilhões. As informações são do estudo desenvolvido pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), divulgado nesta sexta-feira (6).
O setor agropecuário foi um dos grandes destaques, com uma expansão de 11,2% no acumulado do ano. Esse resultado foi impulsionado majoritariamente pelo café conilon, que teve uma previsão de crescimento de 32% na lavoura, segundo informações do diretor de Integração e Projetos Especiais do IJSN, Antonio Rocha. Esse forte desempenho compensou a retração de 11,7% no café arábica, que enfrentou um ano de bienalidade negativa.
Outro peso importante no resultado do PIB foi a produção da indústria, principalmente a extrativa. O setor teve crescimento de 5,7% em 2025. Os motores desse avanço foram a retomada da produção da Samarco e o aumento na exploração de petróleo, que reconduziu o Estado à posição de segundo maior produtor nacional. No ano passado, o setor industrial capixaba foi o que mais cresceu entre os Estados brasileiros. A alta na área extrativa ficou em 38,8% no período.
No comércio, o destaque foi o setor atacadista especializado, que, segundo Rocha, tem ganhado cada vez mais peso na economia capixaba. O segmento de produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceu 21%, seguido pelos artigos farmacêuticos, que avançaram 12,3%. A logística e os serviços auxiliares aos correios também apresentaram expansão, consolidando o papel estratégico do Estado nesse setor.
Na comparação com o desempenho ao longo de 2025, o agro do Brasil teve alta de 11,7%, um pouco superior ao capixaba, com destaque para milho e soja. Já a indústria nacional fechou o ano com alta de 1,4%. O setor de serviços do país também ficou abaixo do Espírito Santo, com 1,8% de alta.
Para Pablo Lira, diretor-presidente do IJSN, o desempenho positivo da economia capixaba também passa pela presença de bons indicadores, como a menor taxa de desocupação em 40 anos: 2,4%. O alto índice de ocupação e o aumento do rendimento médio impulsionaram o consumo, refletindo em um crescimento de 12% nos serviços prestados às famílias.
"Isso mostra que a gente está tendo crescimento econômico acima da média nacional e também gerando emprego e renda. Isso tudo conflui para o bom momento que o Espírito Santo está vivendo", destacou.
Para este ano, a expectativa é de que o Espírito Santo mantenha a tendência de crescimento acima da média nacional. Fatores como a entrada em operação do Porto da Imetame, novos investimentos em exploração de gás e a continuidade da atividade plena na mineração sinalizam um cenário favorável para a economia capixaba em 2026.