Com leilão previsto para ocorrer no próximo mês de junho, o projeto da EF 118 — estrada de ferro que vai ligar o Espírito Santo ao Rio de Janeiro e também chamada de Anel Ferroviário do Sudeste — tem atraído interesse de investidores nacionais e estrangeiros.
Segundo o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, o projeto tem sido estudado por grupos chineses, europeus e também brasileiros.
Estratégica para a consolidação de um novo eixo ferroviário no Sudeste, a EF 118 conecta o Porto do Açu (RJ) ao Espírito Santo, com potencial de integração à malha ferroviária existente e articulação com outros complexos portuários da região, como os portos de Ubu, em Anchieta, e Central, em Presidente Kennedy, no Sul capixaba. Atualmente, o processo da ferrovia encontra-se em análise no Tribunal de Contas da União (TCU) e o edital deve sair em março.
Para o Ministério dos Transportes, o empreendimento amplia a eficiência do transporte de cargas ao fortalecer a conexão entre áreas industriais, centros produtores e portos.
EF-118: grupos chineses e europeus estão interessados em projeto da ferrovia
Estruturada para receber investimentos de R$ 6,6 bilhões na fase de implantação, a ferrovia terá custos operacionais estimados em R$ 3,61 bilhões ao longo do período de concessão, ainda segundo o ministério. O projeto terá capacidade para transportar até 24 milhões de toneladas por ano, contemplando diferentes tipos de carga — geral, granéis líquidos, granéis sólidos agrícolas e minérios.
O governo já está realizando roadshows no Brasil para apresentar o projeto a interessados e tem se reunido com investidores, bancos e operadores. E nos planos também está apresentar a EF 118 e demais ferrovias planejadas para investidores estrangeiros em eventos fora do país, que serão realizados no Canadá, China e Londres, capital do Reino Unido.
A construção da EF 118, segundo o Ministério dos Transportes, será financiada por recursos privados, gerados a partir de otimizações contratuais com as concessionárias MRS, Malha Paulista e Vale.
Do total previsto em repasses privados para a EF 118, R$ 2,8 bilhões virão do acordo firmado com a MRS. Outros R$ 502,5 milhões sairão da renovação do contrato da Rumo Malha Paulista. Pela renovação da Estrada de Ferro Vitória a Minas, a Vale deve desembolsar R$ 826 milhões.