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Em terminal portuário

Estivador sofre acidente de trabalho e tem perna esmagada em navio no ES

Segundo a irmã da vítima, uma placa de aproximadamente 20 toneladas deslizou da empilhadeira e caiu no porão do navio atingindo a perna do trabalhador. Embarcação estava atracada no Porto de Praia Mole, na Serra

Publicado em 30 de Maio de 2021 às 21:10

Isabella Arruda

Publicado em 

30 mai 2021 às 21:10
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Terminal Produtos Siderúrgicos (TPS). Vista aérea da ArcelorMittal Tubarãoo Crédito: Mosaico Imagem/ArcelorMittal/ Divulgação
Um estivador de 59 anos sofreu um acidente enquanto trabalhava no Terminal de Produtos Siderúrgicos (TPS), conhecido como Porto de Praia Mole, que é operado pela ArcelorMittal Tubarão na Serra. O acidente aconteceu na manhã deste sábado (29), por volta das 8 horas. A Marinha e a Superintendência Regional do Trabalho investigam o caso. 
De acordo com um amigo próximo que preferiu não se identificar, o estivador estava trabalhando no porão de um navio no momento do acidente e teve uma perna esmagada. O trabalhador Jocimar Miguel Gonçalves está internado em um hospital do município e o estado de saúde dele, segundo familiares, requer cuidados. 
Segundo a irmã de Jocimar, a policial civil Jaciara Antônia Gonçalves, o irmão trabalha como estivador há 30 anos. Ela relatou que uma placa de aproximadamente 20 toneladas deslizou da empilhadeira e caiu no porão do navio atingindo a perna do trabalhador.
"Graças a Deus ele não amputou a perna, mas teve uma hemorragia muito grave e teve rompimento dos vasos, que foram reconstituídos na cirurgia feita ontem (sábado). Estamos em oração para mais um milagre, ele corre riscos de infecção e piores consequências", contou.
Jocimar é estivador há 30 anos Crédito: Arquivo da família
A irmã ainda relatou que ele teve várias fraturas sérias, algumas expostas, que só poderão ser tratadas após restabelecimento da primeira cirurgia.
Em nota, a empresa que opera o terminal informou que os primeiros socorros foram realizados imediatamente no local e o estivador foi encaminhado para o hospital da região. Segundo a ArcelorMittal, Jocimar está medicado, consciente e recebendo todo o atendimento necessário.
Segundo a companhia, as investigações das causas estão em curso e o caso está sendo devidamente acompanhado e monitorado.
A Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos do Espírito Santo (CPES), informou que o Comando do 1º Distrito Naval tomou conhecimento, na manhã de sábado (29), de um acidente com o estivador no porão do navio mercante “Ocean Ambition”, atracado no Cais de Praia Mole, no Terminal de Produtos Siderúrgicos.
Em nota, a Capitania explicou que o trabalhador foi socorrido e conduzido para atendimento hospitalar por meio de ambulância do Samu e que as causas e responsabilidades do acidente, sob o ponto de vista da autoridade marítima, serão apuradas no Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) conduzido pela CPES.
"Concluído o inquérito e cumpridas as formalidades legais, o mesmo será encaminhado ao Tribunal Marítimo, que fará a devida distribuição e autuação e dará vista à Procuradoria Especial da Marinha, para que adote as medidas previstas no Art. 42 da Lei no 2.180/54", afirmou a nota.
Já o Ministério Público do Trabalho no Espírito Santo (MPT-ES) informou que instaurou procedimento de investigação para apurar as circunstâncias do acidente. 
"O procedimento será instruído com relatórios de perícias técnicas a serem elaboradas pelos auditores fiscais da Superintendência Regional do Trabalho (SRT) ou por outras equipes técnicas especializadas em segurança e medicina do trabalho, bem como pela tomada de depoimentos de testemunhas, requisição de documentos, realização de diligências e demais medidas que se fizerem necessárias para o devido esclarecimento dos fatos e atribuição de responsabilidades pelo acidente", informou.
Caso constatado o descumprimento da legislação trabalhista, o MPT poderá propor aos investigados a assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o objetivo sanar administrativamente as irregularidades constatadas no curso da investigação ou ingressar com uma ação civil pública no âmbito da Justiça do Trabalho para a defesa de direitos difusos, coletivos ou individuais indisponíveis.

Atualização

31/05/2021 - 7:49
A Marinha do Brasil e o Ministério Público do Trabalho enviaram nota com informações nesta segunda-feira (31). O texto foi atualizado.
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