Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Produção industrial

Indústria do ES foi a que mais cresceu no país em dezembro

Atividade industrial capixaba encerrou o mês de dezembro com um crescimento de 5,4% – o melhor desde dezembro de 2016. Desempenho geral foi puxado pela produção de celulose. No ano, houve queda de 13,9%

Publicado em 09 de Fevereiro de 2021 às 12:01

Caroline Freitas

Publicado em 

09 fev 2021 às 12:01
Profissional faz a checagem da celulose Suzano que está aguardando embarque em Portocel
Indústria de papel e celulose foi a que mais cresceu em 2020 no Estado Crédito: Sagrilo/Portocel Divulgação
Ensaiando uma reação à crise, a produção industrial do Espírito Santo voltou a ter resultado positivo no mês de dezembro, com crescimento de 5,4% na comparação com o resultado do mês anterior. Foi o melhor resultado mensal no país, e seis vezes superior à média nacional (0,9%).
Não obstante, naquele mês, a produção das indústrias capixabas alcançou o maior patamar para um dezembro desde 2016 (6,6%), e o melhor resultado mensal desde de julho de 2020 (28,9%).
Na comparação com dezembro de 2019, o avanço foi de 4,2%, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) Regional divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã desta terça-feira (9).
Porém, apesar da reação observada em dezembro, nas demais bases de comparação, o desempenho do Estado continua sendo negativo. Afetada pela crise provocada pela pandemia, a produção industrial capixaba recuou 13,9% em 2020, alcançando o pior resultado entre as 15 regiões pesquisadas pelo IBGE.
O pior desempenho no ano foi registrado nas indústrias extrativas, que apresentaram retração de 28,9%, puxando para baixo o resultado geral. O resultado é reflexo da queda na produção de pelotas de minério de ferro que está em patamar abaixo do observado em anos anteriores, e também da extração de petróleo e gás, que está menor por conta da crise.
O setor metalúrgico também apresentou retração, encolhendo 15,6%, enquanto as indústrias de transformação apresentaram queda de 0,9% no ano.
O resultado geral do indicador só não foi pior por causa do setor de celulose, que tem registrado crescimento consistente ao longo dos meses. No acumulado do ano, o crescimento foi de 21,8%. A produção de alimentos e a fabricação de minerais não-metálicos também acompanharam o movimento de crescimento, com avanços respectivos de 3% e 1,6% em 2020.

NECESSIDADE DE AVANÇAR COM MUDANÇAS

A presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Cris Samorini, destacou que o setor vem sofrendo perdas desde antes da pandemia, devido ao elevado Custo Brasil, que mina a competitividade da indústria brasileira. A série histórica do IBGE mostra que, nos últimos 12 anos, de 2009 a 2020, a perda acumulada da produção industrial é de 16,5%.
"É por isso que, juntamente com a CNI, temos defendido intensamente uma política industrial, com apoio ao desenvolvimento tecnológico, e as reformas estruturais, principalmente a tributária e administrativa. A tributária, em especial, seria um grande avanço. Avaliamos que agora, com a definição das eleições da Câmara e do Senado, o Congresso poderá deslanchar as reformas, para que possamos ter uma retomada sustentável da economia", disse.
Samorini pontuou ainda que o plano Espírito Santo - Convivência Consciente, lançado pelo governo do Estado em parceria com o setor produtivo, prevê R$ 5,8 bilhões de investimentos somente no setor industrial, nos próximos dois anos. "Estamos otimistas. A CNI estima que o crescimento do PIB será de 4% neste ano. Estamos confiantes, e com motivos para isso. Encerramos o mês de dezembro com um crescimento de 5,4%, o melhor desde dezembro de 2016".
O economista-chefe da Findes e Diretor Executivo do Ideies, Marcelo Saintive, frisou ainda que a pandemia  intensificou o desempenho negativo da produção industrial capixaba. "São três anos consecutivos de redução da atividade industrial, puxada, principalmente, pela indústria extrativa. Esses números evidenciam ainda mais a necessidade do avanço de importantes agendas para o Estado".

RESULTADO NO PAÍS

A produção industrial do país avançou 0,9% em dezembro, na comparação com o mês anterior, refletindo a ampliação do movimento de retorno à produção de unidades produtivas, após a adoção de medidas de combate à pandemia da Covid-19.
Onze dos 15 locais pesquisados pelo IBGE tiveram aumento na produção industrial de novembro para dezembro, na série com ajuste sazonal. As expansões mais acentuadas foram no Espírito Santo (5,4%) e no Ceará (4,7%), enquanto os recuos mais intensos foram na Bahia (-4,0%) e no Amazonas (-3,7%).
Já no acumulado em 2020, houve quedas em 12 dos 15 locais, com destaque para Espírito Santo (-13,9%), Ceará (-6,1%) e São Paulo (-5,7%). Os índices positivos foram registrados em Pernambuco (3,7%), Rio de Janeiro (0,2%) e Goiás (0,1%).
Na comparação com dezembro de 2019, a produção das indústrias brasileiras cresceu 8,2%. No acumulado do ano, entretanto, o desempenho foi negativo, com queda de 4,5%.

Atualização

09/02/2021 - 8:11
O texto foi atualizado com o posicionamento dos executivos da Findes sobre o resultado.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Vista de Itarana
Polícia Militar, Itarana e Vitória: 28 mil vagas em concursos e seleções
SML de Linhares, no Norte do ES
Professor morre após acidente entre duas motocicletas em São Mateus
Perspectiva do Porto da Imetame em Aracruz
Portos brasileiros ampliam capacidade para exportar petróleo do pré-sal

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados