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Na Grande Vitória

Inflação: combustíveis e energia puxam custo de vida em outubro

Inflação medida pelo IPCA chegou a 1,53% na Grande Vitória no mês passado. Gastos com habitação, por exemplo, aumentaram 3,04% e com alimentos 2,48%

Publicado em 11 de Novembro de 2021 às 08:36

Caroline Freitas

Publicado em 

11 nov 2021 às 08:36
O avanço do preço de itens básicos do dia a dia, como energia elétrica, gás de cozinha, alimentos e gasolina, segue pressionando o custo de vida das famílias capixabas. Em outubro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no país, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentou alta de 1,53% na Grande Vitória, um aumento acima da média nacional (1,25%).
É o maior patamar para o mês desde o início da série histórica, em 2014. No ano, o indicador inflacionário alcança 9,58% na Região Metropolitana capixaba, acima da inflação no país (8,24%). Em 12 meses, já chega a 12,22%.
Energia elétrica
Conta de energia elétrica segue pressionando inflação Crédito: Carlos Alberto Silva
Um dos grandes pesos na elevação dos gastos do consumidor é o setor de habitação, que, em outubro, registrou 3,04% de inflação na comparação com o mês de setembro. Logo depois, aparecem as despesas com alimentação (2,48%). Mas o grande vilão da inflação é o segmento de transportes, com alta 1,75%, que apesentou o maior peso no cálculo do IPCA ( 23,8%), em meio às altas constantes dos preços de combustíveis.
Os vilões do orçamento no quesito moradia, conforme mostra a pesquisa, foram as taxas de água e esgoto, que aumentaram em 11,33%, no mesmo mês em que passaram a valer as novas tarifas da Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan). A conta de luz, sozinha, apresentou inflação de 3,35%. Já o gás de cozinha ficou com 3,89%.
No segmento de transporte, a altas significativas foram vistas na venda de passagens áreas (26,57%) e no serviço de locomoção urbana por aplicativo (28,33%). Já a gasolina, no mês passado, registrou 2,54% de alta.
No setor de alimentação, a cesta de frutas e legumes ficou mais salgada. Crise hídrica e fenômenos como frio no Sul do país, que causou geadas recentemente, afetaram a produção do agronegócio. Entre as maiores altas estão o tomate (47,95%), batata inglesa (20,63%), cenoura (14,59%), inhame (9,07%), alho (6,22%), pera (6,21%) e mamão (6,18%).
Entre outros itens que compõem a alimentação das famílias, destaca-se o açúcar cristal (5,99%), café moído (4,88%), o contra-filé (4,05%), frango inteiro (3,4%).
Gastos com artigos de vestuário (1,76%), despesas pessoais (0,63%), artigos de residência (0,53%), comunicação (0,53%), saúde e cuidados pessoais (0,14%) também subiram. Os gastos com educação ficaram praticamente estáveis (-0,09%).

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