Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Concorrência de mercado

O que a Nestlé terá que cumprir para continuar dona da Garoto

Para que fosse firmado um acordo encerrando o processo que durou 21 anos, foram estabelecidos diversos compromissos que deverão ser cumpridos pela gigante suíça; confira

Publicado em 07 de Junho de 2023 às 16:02

Caroline Freitas

Publicado em 

07 jun 2023 às 16:02
Fábrica de Chocolates Garoto, em Vila Velha
Cade aprovou compra da Garoto pela Nestlé após impasse de 21 anos Crédito: Internet | Reprodução
Depois de 21 anos, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou por unanimidade a compra da Chocolates Garoto pela Nestlé. Para que fosse firmado um acordo encerrando o processo, foram estabelecidos diversos compromissos que deverão ser cumpridos pela gigante suíça.
Entre as condicionantes está a obrigação de não adquirir ativos de concorrentes, por cinco anos, que representem conjuntamente participação de mercado, medida pelo faturamento no ano anterior à cada operação, igual ou superior a 5% do mercado de chocolates.
“O compromisso não se aplica a aquisições internacionais, com efeitos no Brasil, realizadas pelo controlador da Nestlé ou empresa do seu grupo econômico. Nesses casos, o ato de concentração deverá ser notificado ao Cade, caso atenda aos critérios de submissão prévia estabelecidos em lei”, frisou o Cade.
A companhia também deverá manter a operação da fábrica da Garoto em Vila Velha (ES) por um período de pelo menos sete anos. Até então, porém, a empresa nunca manifestou interesse em se desfazer da unidade.
Além disso, pelos próximos sete anos, se compromete a informar ao Cade qualquer aquisição de empresa ou marca no mercado nacional de chocolates sob todas as formas, mesmo que não atinja os requisitos de faturamento previstos, e a não intervir em pedidos de terceiros relacionados a tarifas diferenciadas na importação de chocolates ao mercado brasileiro.
Uma empresa independente vai acompanhar o cumprimento das cláusulas do acordo. Caso as regras sejam burladas, poderá haver multas milionárias.
Segundo o presidente do Cade, Alexandre Cordeiro, o acordo está delineado para preservar as condições atuais de concorrência.
“Considerando o histórico de mais de 20 anos desse caso e a existência de um novo marco legal do antitruste no país, a negociação entre Cade e Nestlé resultou em um acordo com medidas que se mostram proporcionais e suficientes para mitigar impactos concorrenciais no cenário atual e garantir os interesses dos consumidores”.
Em comunicado oficial, a Nestlé informou que se manteve confiante no encerramento do caso, sobretudo depois que o órgão antitruste emitiu uma nota técnica reconhecendo que a evolução do mercado de chocolates aconteceu de forma muito dinâmica nos últimos anos, com mudanças de hábitos de consumo, entrada de novos produtores, entre outros pontos.
Em 2002, a Nestlé tinha 34% do mercado varejista de chocolate do país — ao comprar a Garoto, chegou a 58%, contra 33% da Lacta. Na área de chocolate por atacado, a concentração era ainda maior: somadas, Nestlé e Garoto na época chegaram a 80% de participação, enquanto hoje esse percentual fica na casa dos 30%.
“O setor de chocolates no Brasil mudou bastante. Temos hoje um consumidor exigente e que consome chocolate nas mais diferentes ocasiões de consumo. Essa realidade sempre nos deixou confiantes de que poderíamos chegar a uma solução jurídica consensual e equilibrada com o Cade”, afirmou o vice-presidente jurídico e de Assuntos Públicos da Nestlé Brasil, Gustavo Bastos.
A companhia também destacou que desde o incorporamento da Garoto pela Nestlé tem realizado investimentos constantes, que seguem “aprimorando e expandindo seu portfólio”. O investimento mais recente – na expansão da fábrica da Garoto – foi anunciado em maio.
“Para a Nestlé, o crescimento e o fortalecimento da Garoto sempre foram cruciais para a evolução da empresa no Brasil. Mantivemos investimentos consistentes, sempre destacando suas marcas icônicas e fomentando o desenvolvimento de toda a cadeia de valor. A conclusão do Cade é técnica e revela entendimento sobre um setor que se mostra muito competitivo, aberto e em crescimento”, diz frisou o CEO da Nestlé Brasil, Marcelo Melchior.

Sem exigências envolvendo marcas

Em 2017, Cade e Nestlé firmaram um acordo que previa a venda de um pacote de dez marcas, como Serenata de Amor, Chokito, Lollo e Sensação. A Nestlé, no entanto, não cumpriu o compromisso e as marcas não foram vendidas.
Na decisão final, na manhã desta quarta-feira ((07), o Conselho não estabeleceu restrições em relação ao tema. Assim, foi preservada a continuidade de marcas tradicionais das duas empresas.
O que a Nestlé terá que cumprir para continuar dona da Garoto

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Vista de Itarana
Polícia Militar, Itarana e Vitória: 28 mil vagas em concursos e seleções
SML de Linhares, no Norte do ES
Professor morre após acidente entre duas motocicletas em São Mateus
Perspectiva do Porto da Imetame em Aracruz
Portos brasileiros ampliam capacidade para exportar petróleo do pré-sal

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados