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Concessão

Leilão de concessão da BR 262 terá concorrência internacional, define PPI

O conselho do programa aprovou as condições e o formato da oferta. O vencedor será o que oferecer, ao mesmo tempo, menor pedágio e maior outorga ao governo. Edital aguarda aval do TCU para ser publicado

Publicado em 18 de Maio de 2021 às 15:58

Redação de A Gazeta

Publicado em 

18 mai 2021 às 15:58
Árvores quaresmeiras floridas às margens da rodovia BR-262 no ES
Trecho da BR 262 na região Serrana do ES Crédito: Vitor Jubini
O conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), órgão do governo federal que cuida de privatizações, aprovou nesta terça-feira (18) a modalidade e as condições do leilão de concessão da BR 262 entre Viana, no Espírito Santo, e a cidade mineira de João Monlevade; em conjunto com a BR 381 entre Belo Horizonte e Governador Valadares, também em Minas Gerais.
A decisão consta de resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça aprovando o formato de concessão comum das duas rodovias como a modalidade operacional. Já o leilão será feito por concorrência internacional. Como já mostrou A Gazeta, o contrato proposto pela União tem grande potencial de atração de investidores estrangeiros.
Leilão de concessão da BR 262 terá concorrência internacional, define PPI
proposta de contrato de concessão foi divulgada em 2020 e ainda está em processo de análise do Tribunal de Contas da União (TCU). Só após aval da Corte que o governo poderá publicar o edital e marcar o leilão, que está previsto para ocorrer ainda em 2021.
O documento da PPI estabelece as condições aplicáveis à desestatização. Uma delas é que o vencedor do leilão será o que oferecer, ao mesmo tempo, menor tarifa pedágio (limitado ao desconto tarifário máximo permitido no edital) e maior outorga fixa ao governo.
O conselho ainda decidiu que o valor de tarifa-teto do edital será aquele capaz de zerar o fluxo de caixa do projeto descontado pelo custo de capital regulatório; que não haverá valor mínimo previsto para outorga fixa; e que o prazo total do contrato da concessão deverá ser de trinta anos, prorrogável por até cinco anos.

O CONTRATO

Como já mostrou A Gazeta, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) projeta que, até último ano da concessão, sejam investidos quase R$ 2 bilhões apenas nas obras de melhorias e de duplicação do trecho capixaba. Já o investimento total nas BRs 262 e 381 será de R$ 7,73 bilhões em melhorias e outros R$ 6,9 bilhões em custos operacionais.
O modelo de contrato no TCU prevê que as obras iniciais de melhorias emergenciais comecem já no primeiro ano de contrato, com foco na conservação da via. Além delas, também é implantado o serviço de apoio aos usuários, com sistema de pedágio e vigilância.
Do 3º ao 8º ano de concessão, começam as obras de recuperação e as estruturais, como as duplicações. No Estado, serão 178,5 km de duplicação com obras entre o 3º e o 21º ano de concessão.
Ao todo, serão 11 praças de pedágio distribuídas entre Minas Gerais e Espírito Santo. Em média, a cada 70 quilômetros, haverá uma unidade (veja abaixo onde cada uma ficará). As cobranças começam no 13º mês após a concessão ser realizada.

VEJA O QUE SERÁ FEITO NA BR 262/ES

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