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Susto na bomba

Preço da gasolina supera R$ 5 em 42 cidades do ES: veja valor por município

Custo médio mais alto foi registrado em Castelo e o mais baixo, em Cariacica; entenda o porquê dessa diferença que pesa no bolso do consumidor

Publicado em 04 de Fevereiro de 2021 às 20:24

Diná Sanchotene

Publicado em 

04 fev 2021 às 20:24
Data: 28/11/2019 - ES - Vitoria - Posto de Gasolina - Editoria: Cidades - Foto: Ricardo Medeiros - GZ
Abastecer nos postos de gasolina está mais caro para o consumidor Crédito: Ricardo Medeiros
A vida do motorista capixaba não está fácil. O litro da gasolina já supera os R$ 5 em 42 das 78 cidades do Espírito Santo. De acordo com o levantamento feito pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) a pedido de A Gazeta, o preço médio do combustível comercializado no Estado está em R$ 4,94.
O monitoramento foi feito de 27 de janeiro a 2 de fevereiro. Entre os municípios pesquisados, Castelo foi o que registrou o maior preço médio, de R$ 5,27, seguido por Alto Rio Novo (R$ 5,24), Marataízes (R$ 5,23), Atílio Vivácqua e Muqui (R$ 5,18).
Por outro lado, a gasolina mais barata foi encontrada na Grande Vitória. Em Cariacica, o preço médio foi de R$ 4,63, seguido por Vila Velha (R$ 4,71), Serra e Vitória (R$ 4,72) e Viana (R$ 4,74). Entre os municípios do interior, Iconha é o que tem o menor preço por litro, R$ 4,64.
De acordo com fontes do setor, a diferença cobrada nos postos entre o interior e a Região Metropolitana é influenciada diretamente pelo valor do frete.
O preço dos combustíveis no Brasil vem sofrendo sucessivas altas. A mais recente foi em 19 de janeiro, quando a Petrobras começou a aplicar um aumento de 7,6% no preço da gasolina nas refinarias, o que motivou uma disparada nas bombas. 
Nas duas primeiras semanas de janeiro, o preço médio da gasolina comum no Estado alcançou o maior patamar dos últimos 11 meses. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o litro era vendido, em média, por R$ 4,57, o mais alto desde fevereiro de 2020, quando registrava R$ 4,56.
O encarecimento do produto também foi motivado pelo aumento da demanda pela gasolina. Os preços chegaram a cair na primeira fase da pandemia, por conta do isolamento social, mas voltaram a disparar nos últimos meses do ano passado.
Outra justificativa é o encarecimento do barril do petróleo, que também reflete no preço de seus derivados. Em outubro, a commodity era comercializada por cerca de US$ 37,4 no mercado internacional. Em janeiro, chega a US$ 54,7, uma valorização de 45%
O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Espírito Santo (Sindipostos-ES) informou que a variação do preço da gasolina entre a refinaria e o consumidor final depende de diversos fatores, entre eles estoques e estratégias de concorrência das distribuidoras e dos postos.
Ainda de acordo com o sindicato, o mercado é livre e sofre vários impactos, podendo os preços flutuarem para cima e para baixo em momentos diversos, inclusive de um dia para o outro, em um determinado estabelecimento, sem ter nenhuma relação direta com o aumento na refinaria.
O Sindipostos-ES esclarece que não faz monitoramento dos preços, mas o governo do Espírito Santo disponibiliza à sociedade o Monitor de Preço dos Combustíveis no site da Sefaz. No endereço é possível consultar o valor médio de venda e de compra da gasolina pelos postos do Estado e por município. Nos gráficos, também é possível verificar que o preço de venda dos estabelecimentos sofre influência direta do preço de compra junto às distribuidoras.
Sobre a diferença de preços entre os municípios, a assessoria de imprensa do Sindipostos complementa que a alteração tem a mesma origem, custo de compra. A entidade afirma que o custo de aquisição representa cerca de 90% do preço de venda da gasolina, sendo determinante nas flutuações de preços e na diferença entre o que é comercializado entre os municípios.

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