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Tarifaço de 37,5%: Serra e Cachoeiro entre as 10 cidades mais afetadas do país

Municipios aparecem na lista pelo impacto das novas tarifas nas exportações de produtos brasileiros para os Estados Unidos

Publicado em 27 de Julho de 2026 às 20:21

André Cypreste

Publicado em 

27 jul 2026 às 20:21
Tarifaço de 37,5%: Serra e Cachoeiro estão entre as 10 cidades mais prejudicadas do país
Tarifaço de 37,5%: Serra e Cachoeiro estão entre as 10 cidades mais prejudicadas do país Divulgação

Serra e Cachoeiro de Itapemirim aparecem entre os dez municípios brasileiros mais afetados pelo novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos, com taxas que podem chegar até 37,5% sobre parte das exportações brasileiras.


O levantamento, elaborado com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), considera os dez grupos de produtos mais atingidos pelas novas sobretaxas e as exportações realizadas em 2024. 


A Serra ocupa a quarta posição no ranking nacional, com US$ 216,2 milhões (R$ 1,1 bilhão) em exportações potencialmente afetadas. Cachoeiro de Itapemirim, município do Sul do Espírito Santo, vem em oitavo lugar, com US$ 178,7 milhões (R$ 913,7 milhões).

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No dia 22 de julho, a tarifa de 25% entrou em vigor, afetando 480 produtos do Estado. Um dia depois, a sobretaxa de 12,5% foi aplicada em decorrência de uma investigação da Seção 301 do Escritório de Comércio dos EUA. O órgão concluiu que a União Europeia e 59 países, incluindo o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.


Confira abaixo o levantamento dos municípios capixabas mais expostos ao tarifaço, já com a inclusão de Serra e Cachoeiro.

A presença do Espírito Santo no ranking nacional está diretamente ligada ao setor de rochas naturais, um dos mais dependentes do mercado americano e um dos segmentos atingidos pela nova combinação de tarifas.


A taxação de 25% já havia alcançado granito e mármore. Posteriormente, o quartzito, que havia sido poupado inicialmente, também passou a ser tributado com a nova tarifa de 12,5%, elevando a carga total para até 37,5% em parte das exportações.


Na avaliação da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas), a medida amplia os desafios para o setor. Em 2025, esses produtos foram responsáveis por exportar US$ 208 milhões (R$ 1,1 bilhão) para os Estados Unidos.


O presidente da Centrorochas, Tales Machado, ressalta, porém, que a decisão precisa ser acompanhada de perto, mas que a compra não é definida apenas pela tarifa.

O mercado também valoriza atributos como exclusividade dos materiais, qualidade, disponibilidade e segurança no fornecimento. E isso o Brasil não perdeu

Tales Machado, presidente da Centrorochas

Mais de 500 produtos do ES foram atingidos

O Espírito Santo teve, no total, 503 produtos exportados afetados pela sobretaxa de 12,5%. Esses itens correspondem a mais de R$ 5,5 bilhões, equivalente a 38,2% da participação nas exportações capixabas aos norte-americanos, conforme dados obtidos pelo Observatório da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).


Somada à alíquota de 25% anunciada no dia 15 de julho, a medida pode elevar a taxação para 37,5% sobre 485 produtos da pauta exportadora capixaba destinados ao mercado dos Estados Unidos, enquanto 18 itens serão tarifados somente pelos 12,5%. Outros 12 produtos foram atingidos pelos 25%, mas foram isentados da nova sobretaxa. Por fim, 160 mercadorias foram isentas das duas listas.

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