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Sinais de recuperação

Taxa de desemprego no ES cai e é menor em sete anos, mostra IBGE

Patamar alcançado em 2022 foi o mais baixo desde 2016 e igual à taxa de 2015, ano em que começou a escalada dos números de desemprego

Publicado em 28 de Fevereiro de 2023 às 16:22

Caroline Freitas

Publicado em 

28 fev 2023 às 16:22
O mercado de trabalho capixaba, que vem apresentando acelerada recuperação desde o 4º trimestre de 2021 — quando a taxa de desemprego no Espírito Santo saiu dos dois dígitos —, continua a mostrar sinais de avanço.
Em 2022, a taxa média de desocupação no Espírito Santo foi de 7,9%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o patamar mais baixo desde 2016 (12,4%) e igual à taxa de 2015 (7,9%), ano em que começou a escalada dos números de desemprego.
O percentual de desempregados considera a população com mais de 14 anos que está em condições de trabalhar, representando 171 mil pessoas desocupadas no Estado, também o menor número desde 2016 (245 mil). Em 2021, a taxa média de desocupação foi de 11,1% (238 mil).
Carteira de trabalho, trabalhador
Número de pessoas empregadas no ES atingiu maior patamar em uma década Crédito: Shutterstock

Número de trabalhadores ocupados bate recorde

O número de trabalhadores ocupados, por sua vez, bateu recorde: são 1.983.000 pessoas com trabalho em território capixaba, o maior número desde 2012.
Dentro desse número, a maior parte são trabalhadores do setor privado (o que exclui empregados domésticos), segmento que vem puxando os indicadores para cima. Os que têm carteira assinada chegaram a 740 mil. Há ainda 261 mil no setor privado que estão empregados, mas sem carteira assinada.
A pesquisa vai além do emprego formal e do setor privado. Segundo o IBGE, 770 mil trabalhadores no Estado possuem empregos informais, 506 mil trabalham por conta própria, 109 mil são trabalhadores domésticos e 228 mil atuam do setor público.

Desemprego no país

A população desocupada média no ano totalizou 10 milhões de pessoas em 2022, com queda de 3,9 milhões (-27,9%) frente a 2021. No entanto, o número de pessoas em busca de trabalho no país está 46,4% mais alto que em 2014, quando o mercado de trabalho tinha o menor contingente de desocupados (6,8 milhões) da série histórica da Pnad Contínua.
A taxa média anual de desocupação no Brasil foi estimada em 9,3%, recuando 3,9 pontos percentuais frente a de 2021 (13,2%). No confronto com 2014, o crescimento foi de 2,4 pontos percentuais, com o indicador passando de 6,9% (2014) para 9,3% (2022). Frente a 2012, quando a taxa era de 7,4%, o aumento foi de 1,9 pontos percentuais.
A população ocupada média chegou a 98 milhões de pessoas em 2022, a maior média anual da série e 7,4% acima de 2021. Frente a 2012, quando a média anual da população ocupada foi de 89,6 milhões de pessoas, houve aumento de 9,4%.
O nível da ocupação médio (percentual ocupados na população em idade de trabalhar) foi estimado em 56,6% em 2022, segundo ano seguido de crescimento após o menor patamar registrado, em 2020 (51,2%). O maior nível da ocupação ocorreu nos anos de 2013 e 2014, quando alcançou 58,1% da população em idade de trabalhar.
*Com informações da Agência IBGE

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