Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Estrada

Em 50 anos, mudança só na frota de carros na BR 262

A BR 262 não recebeu intervenção significativa em cinco décadas

Publicado em 29 de Junho de 2019 às 23:48

Aline Nunes

Publicado em 

29 jun 2019 às 23:48
A rodovia em 1964, quando se chamava BR 31, e como é nos dias atuais, na região entre o km 34 e o km 37. Traçado cheio de curvas não foi modificado Crédito: Reprodução jornal A GAZETA/Marcelo Prest
Concluída há 50 anos, a BR 262 não passou por nenhuma grande intervenção ao longo dessas últimas cinco décadas. Ao passo que a frota de veículos não apenas cresceu em quantidade, mas também em porte e estrutura. Em 1998 (ano do levantamento oficial mais antigo), não chegava a 300 mil veículos. Hoje, está em quase 2 milhões. Assim, a capacidade da rodovia mostra-se superada e perigosa para quem por lá trafega.
Nestas cinco décadas, só se fez manutenção da pista, com recapeamento. O traçado continua o mesmo, muito sinuoso.
De São Paulo, o caminhoneiro Paulo – ele preferiu se identificar apenas pelo primeiro nome – passava pela 262 na última terça-feira, quando parou no Posto do Café, no km 59 da rodovia, para abastecer. Ele transportava uma máquina em uma carreta de nove eixos, de 30 metros, e falou do perigo de dirigir em uma BR cheia de curvas e de pista simples.
“Antigamente, o que rodava pela rodovia era fusquinha, caminhão menor. Hoje, são carretas bitrem, de 30, 35 metros. Quando entro numa curva dessas da BR 262, não tem jeito: acabo indo na contramão. Aí, tem motorista que xinga, mas não tenho culpa. A rodovia não acompanhou o avanço da frota”, aponta Paulo.
O caminhoneiro avalia que a falta da duplicação é um risco grande para todo motorista pela característica do traçado, sinuoso e com apenas uma pista na maior parte do trajeto, nos dois sentidos.
Morte
A BR 262 já foi conhecida como a “Estrada da Morte”, antes mesmo de receber a atual nomenclatura. Até a conclusão da obra, em 1969, era chamada de BR 31 e tinha como um dos piores pontos a região de Santa Isabel, em Domingos Martins, entre o km 34 e o km 37.
Anos se passaram, a rodovia mudou de nome, mas o risco permanece. No início do mês, um acidente foi registrado nessa região. Um caminhoneiro perdeu o controle da direção e atingiu a lateral de um carro. Um idoso ficou levemente ferido.
Outros acidentes foram registrados na BR neste ano e pelo menos dois com mais gravidade. Em 7 de fevereiro, um jovem de 25 anos morreu e outras quatro pessoas ficaram feridas após dois carros baterem na altura do km 134, em Brejetuba, na região serrana.
Pouco mais de um mês depois, outra pessoa morreu e mais duas ficaram feridas em uma colisão no quilômetro 22,1, em Viana.
Equipe faz recapeamento da pista na BR 262 Crédito: Fernando Madeira
MOTORISTAS DIZEM QUE POLICIAMENTO É REDUZIDO EM BR
As condições da pista não são o único problema da BR 262. Motoristas reclamam que o pouco policiamento também aumenta o risco para quem usa a rodovia.
É o que afirma o caminhoneiro Antônio Carlos da Silva, 51 anos. Para ele, falta patrulhamento para coibir os abusos de motoristas que excedem a velocidade e fazem ultrapassagem em locais indevidos.
O inspetor Edson Luiz Bubach, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), ressalta que o policiamento é constante, mas lembra que o trecho da BR é extenso – 196 quilômetros, de Cariacica até a divisa com Minas Gerais – e, por isso, não é possível aos agentes estar em todos os lugares a todo tempo.
“Mas temos um trabalho de rotina intenso, e nos baseamos nas estatísticas para direcionar nossa atuação. No quilômetro 22, por exemplo, já aplicamos muitas multas porque é uma área frequente de ultrapassagem indevida. Além disso, quando são realizados eventos na região, reforçamos o policiamento”, assegura Bubach.
Entre 27 de junho de 2018 e 2019, foram aplicadas 4.556 multas por ultrapassagem indevida na 262. Bubach acrescentou que estão sendo promovidas ações com radares móveis a fim de reduzir índice de acidentes.
Radares
Outra queixa é voltada à sinalização de radares. Segundo o comerciante Rafael Canal, em Pedra Azul, um dos poucos radares cuja velocidade máxima é de 40 km/h (a maioria é de 60 km/h) não tem placa indicativa, no sentido Domingos Martins-Venda Nova do Imigrante. Ele diz que já comunicou ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), mas nenhuma providência foi tomada.
Ao ser informado da queixa, o superintendente do órgão no Estado, Romeu Scheibe Neto, disse que iria determinar uma equipe para corrigir o problema.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Lula diz que terminou radioterapia e que cura do câncer de pele foi definitiva
Segunda Ponte
Segunda Ponte: ordem de serviço para criar 5ª faixa será assinada na segunda (15)
Imagem de destaque
Vereadores de Aracruz vão ter direito a R$ 10 mil para reembolso de despesas

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados